O duelo entre Holanda e Brasil hoje, às 11h, em Port Elizabeth, colocará em campo rivais com campanhas e estilos bastante similares até agora na Copa do Mundo. Ambas abriram mão do futebol espetáculo e apostam em equipes equilibradas em seus setores, eficientes e no jogo baseado em contra-ataques.
De lado a lado, críticos de Brasil e Holanda reclamam da ausência de fantasia e do pragmatismo das duas equipes, sempre famosas pelas seleções recheadas de craques. Na Ãfrica do Sul, porém, tanto o brasileiro Dunga quanto o holandês Bert Van Marwijk se apegam mais às próprias convicções do que aos apelos externos.
Os números das duas seleções no Mundial ajudam a traduzir as semelhanças guardadas pelos rivais de hoje. Após quatro jogos, ambas estão invictas, mas só a Holanda ainda mantém 100% de aproveitamento, enquanto o Brasil acumula três vitórias e um empate - 0 a 0 contra Portugal na última rodada da fase de grupos.
O Brasil marcou oito gols - média de dois por partida -, enquanto a Holanda foi às redes sete vezes. Ambas as seleções sofreram dois gols no Mundial, mas os europeus só foram vazados em cobranças de pênaltis. O artilheiro do Brasil é Luis Fabiano, com três gols, e o holandês é Sneijder, com dois, apontam as estatísticas da Fifa.
Sem desfalques por suspensões ou lesões, a Holanda deverá ter força máxima contra o Brasil, repetindo a equipe que venceu os eslovacos. Já o técnico Dunga terá as ausências certas de Elano, contundido, e Ramires, suspenso com dois cartões amarelos. O volante Felipe Melo, que se contundiu na partida contra Portugal, também é dúvida.
Kaká, Robinho e Luis Fabiano podem igualar Pelé e Garrincha
O trio Kaká, Robinho e Luis Fabiano está a três jogos de igualar uma das marcas obtidas pela famosa dupla Pelé e Garrincha, também “infalíveis† com a seleção brasileira.
Com os três juntos, o aproveitamento da equipe é de 100%. Foram 16 partidas e 16 vitórias. Não por acaso, são as principais apostas do técnico Dunga para o confronto de hoje, contra a Holanda.
Enquanto Kaká é considerado o “maestro†, Robinho é tido como o jogador de confiança - mesmo nas maiores crises enfrentadas por Dunga, o atacante sempre esteve presente e decidiu jogos. Já Luis Fabiano desponta como o artilheiro do time: 22 gols.
“Existe esse entrosamento. É a convivência do dia a dia. O Robinho já sabia o que eu ia fazer e o Luis Fabiano também†, disse Kaká sobre a força do trio, referindo-se ao segundo dos três gols na vitória sobre o Chile, que teve a participação do trio.
Dos pés e cabeças deles, aliás, saiu mais de um terço das bolas nas redes adversárias - 48 de 125. A sorte dos rivais é que o trio atuou junto apenas em 26% dos 59 jogos sob o comando de Dunga.
Pelé e Garrincha jogaram juntos 40 vezes com a camisa nacional. Os números? 35 vitórias e cinco empates, entre 18 de maio de 1958 e 12 de julho de 1966, numa estatística que se mistura à conquista de dois Mundiais.
Holanda vai usar a numeração de 1 a 11
A versão 2010 é provavelmente a mais careta de toda a história da seleção holandesa. Do discurso “de resultados† à forma pragmática de jogar, a Holanda que enfrenta o Brasil em quase nada lembra suas versões mais famosas.
Até a numeração dos jogadores é quadrada, certinha. A Holanda deverá entrar em campo amanhã com seus 11 titulares com camisas de 1 a 11.
Os cinco da defesa (incluindo o goleiro) vão do 1 ao 5, os do meio são 6, 8 e 10, e os jogadores que atuam na frente usam a 7, a 9 e a 11.
A única dúvida do técnico Bert van Marwijk é no ataque. Kuyt (camisa 7), titular em todas as partidas, incluindo a vitória por 2 a 1 sobre a Eslováquia nas oitavas de final, pode dar lugar a Van der Vaart (23), mas esse panorama não é provável que aconteça.
Brasil enfrenta a Holanda em busca de vaga para semifinal
Equilíbrio também marca o retrospecto entre brasileiros e holandeses
Fonte Diário de Marília
2 de Julho de 2010
Avalie esta notícia:
4
5
VEJA TAMBÉM
- Reforços a caminho? São Paulo tem negociações avançadas com lateral e atacante- Casares tenta reagir a processo de impeachment e intensifica articulações internas
- São Paulo fecha com Lucas Ramon e tenta liberação imediata junto ao Mirassol
- Rebaixado com o Fortaleza, Breno Lopes vira alvo do São Paulo para 2026
- Boca Juniors mira Calleri e São Paulo avalia possível reestruturação