O julgamento dos conselheiros do São Paulo, Vinicius Pinotti e Fábio Mariz, culminou em sua absolvição, evitando uma suspensão de um ano. O processo surgiu após a divulgação de um áudio que implicou um esquema clandestino de uso irregular de camarotes no Morumbi. A votação, encerrada na tarde de sexta-feira, contou com a recomendação da Comissão de Ética pela suspensão dos envolvidos.
Pinotti admitiu a responsabilidade pelo vazamento do áudio, enquanto Mariz foi acusado de participar de discussões que buscavam encobrir a fonte do pagamento relacionado à gravação. A alegação de ambos de que atuavam contra a corrupção não foi aceita pela Comissão, que enfatizou os danos à reputação do clube.
A votação final resultou em 175 votos a favor da absolvição de Pinotti e 175 a 47 para Mariz, com abstenções notáveis de outros conselheiros. O caso ganhou novos desdobramentos quando Rita de Cássia Adriana de Prado, ligando-se ao esquema, afirmou ter sido coagida a vender o áudio em questão e alegou ter recebido pagamentos significativos por isso.
Adriana se manifestou por meio de uma carta, onde confirmou ter sido pressionada por opositores do ex-presidente Júlio Casares. Essa carta estava relacionada a um conflito que ela teve com uma terceira pessoa, em que discutia valores que deveriam ser repassados, revelando mais uma camada de complexidade sobre o caso.
Os diretores Douglas Schwartzman e Mara Casares, que se afastaram de seus cargos após a repercussão do caso, foram posteriormente expulsos por envolvimento na trama. A intenção de manter o uso irregular dos camarotes em segredo reforça a questão ética que permeia a gestão do clube e a necessidade de maior transparência nas ações de seus dirigentes.
A descoberta do esquema levou a investigações por parte do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, sugerindo que ainda existem desdobramentos importantes a serem explorados. O impacto dessa situação na imagem do São Paulo e na confiança de seus torcedores é inegável, criando um cenário desafiador para a administração atual e futura.
Com a absolvição, a expectativa é que o clube reexamine suas práticas internas e a composição de seu Conselho. É imperativo para a organização tática do São Paulo que os conselheiros e dirigentes se comprometam com a ética e a integridade, uma resposta essencial ao grande desafio que a instituição enfrenta atualmente.