O São Paulo FC passou por uma significativa reestruturação em sua comissão técnica, resultando em uma nova gestão sob o comando de Roger Machado. A transição, que se deu com a saída de Hernán Crespo, além de trazer novos conceitos táticos, também impactou diretamente as finanças do clube.
Com a chegada de Roger e sua equipe, que inclui os auxiliares Roberto Ribas, James Freitas e Adaílton Bolzan, o custo mensal da comissão técnica caiu para cerca de R$ 700 mil. Essa redução é substancial, já que Crespo recebia R$ 1 milhão mensalmente, levando o total da antiga comissão a mais de R$ 1,5 milhão.
A diretoria do Tricolor esclareceu que a decisão não foi apenas financeira. A avaliação interna indicou que o ciclo de Crespo se estava esgotando, principalmente em relação ao ambiente do elenco e a sua comunicação, que foi vista como negativa.
Entretanto, a demissão de Crespo acarretará custos imediatos ao clube, que terá que pagar uma multa rescisória que varia de R$ 1,8 milhão a mais de R$ 4 milhões, dependendo da discussão sobre direitos de imagem. Apesar deste ônus inicial, a economia gerada ao longo do contrato de Roger Machado pode alcançar quase R$ 8 milhões até 2026.
A nova comissão técnica, também composta pelo preparador físico Paulo Paixão e pelo analista de desempenho Guilherme Nunes, se apresenta como uma renovação tática e administrativa que pretende revigorar o desempenho do time. A escolha de Roger é estratégica, dada sua experiência anterior no Internacional, onde obteve 34 vitórias em 73 partidas.
Esse novo ciclo no São Paulo, além das mudanças financeiras, espera também otimizar a gestão de elenco, com ênfase em uma leitura de jogo eficaz e uma organização tática que possa impactar positivamente o desempenho na tabela do campeonato. A expectativa da diretoria é que, com a nova abordagem, o time consiga reverter o momento atual e se fortalecer nas competições futuras.
