Uma auditoria realizada pelo Conselho Fiscal do São Paulo revelou gastos não justificados do ex-presidente Júlio Casares, que ultrapassaram R$ 500 mil em despesas pessoais com o cartão corporativo no período de sua gestão, de 2021 até 2026. O dirigente reembolsou o montante, com os devidos acréscimos de juros e correção, mas isso ocorreu apenas no segundo semestre do ano passado, após o agravamento da crise financeira e administrativa do clube.
Entre os itens questionáveis estão despesas com cabeleireiro e compras em lojas de grife. Não houve nenhuma solicitação formal por parte dos órgãos do São Paulo para a prestação de contas dessas despesas desde o início do mandato de Casares, em parte devido à falta de uma política clara que estipulasse prazos para a devolução dos valores. Somente após o episódio, um novo diretor de compliance estabeleceu diretrizes específicas para o uso do cartão corporativo.
Em resposta à situação, o departamento financeiro do São Paulo reconheceu a necessidade de um aprimoramento nas práticas de monitoramento das despesas. Com isso, o setor de compliance solicitou a elaboração de uma nova política voltada ao uso responsável dos cartões corporativos, visando a transparência e a accountability da gestão financeira.
A renúncia de Júlio Casares, ocorrida em janeiro deste ano, foi motivada pelo avanço das investigações sobre supostos desvios de verba no clube. A investigação está sendo conduzida por uma força-tarefa do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, o que intensifica a análise sobre a correta alocação de recursos da entidade.
Durante a gestão de Casares, houve também movimentações financeiras controversas, como a retirada de R$ 11 milhões em espécie, em meio a depósitos em dinheiro vivo que somam R$ 1,5 milhão atribuídos ao ex-presidente. O clube defende que esses valores foram utilizados para cobrir despesas relacionadas a dias de jogo, enquanto o ex-dirigente assegura que as transações são legítimas e têm lastro financeiro.
Além das investigações já em curso, outros inquéritos estão sendo conduzidos para verificar o uso inadequado de áreas do clube, assim como a cobrança de taxas suspeitas a concessionários. Este ambiente conturbado exige uma análise cuidadosa da gestão financeira e da integridade das operações do São Paulo Futebol Clube para restabelecer a confiança e a eficiência administrativa.
Mal posso esperar o dia em que vou abrir este site e não vou ver o rosto desse sujeito