Para Crespo, a chave para os resultados recentes foi o equilíbrio emocional, especialmente diante de um calendário que colocou todos os grandes rivais no caminho do Tricolor logo nas primeiras semanas do ano.
"Aconteceu de tudo em menos de um mês. Jogamos contra Corinthians, Flamengo, Palmeiras e Santos. Sabia que, antes ou depois, o São Paulo começaria a jogar assim. A união deste grupo é o que nos dá confiança", afirmou o treinador.
O "Fator MorumBIS" e o Brilho de Peças Chave
Um dos pontos altos da noite deste sábado foi a presença de 49.605 torcedores, que criaram uma atmosfera de pressão constante sobre o rival. Crespo destacou que essa "comunhão" entre arquibancada e gramado torna o São Paulo um adversário temido.
Análise individual do treinador:
Lucas Silva: O ídolo voltou a ganhar minutos e foi decisivo na jogada do primeiro gol. Crespo elogiou sua capacidade de ditar o ritmo no um contra um.
Gonzalo Tapia: Consolidado como o "homem dos clássicos", o chileno recebeu elogios pela garra. "Ele exige, briga e cria mau humor nos adversários", pontuou Crespo.
Gestão de Crise (Alisson): Sobre as críticas ao volante, Crespo foi enfático: "O único jeito de mudar as coisas é jogando bem e treinando bem. Ele já mostrou sua capacidade".
Rafinha: O Elo entre Comissão e Elenco
Outro ponto destacado pelo técnico foi a integração de Rafinha à estrutura do clube. Para Crespo, a experiência internacional e o carisma do veterano são complementos vitais para estabilizar o ambiente em momentos de pressão, servindo como uma extensão do treinador dentro do vestiário.
Com a alma lavada após o clássico, o São Paulo já vira a chave para o Campeonato Brasileiro. Na próxima quarta-feira (4), o desafio será novamente contra o Santos, mas desta vez na Vila Belmiro, onde o Tricolor buscará manter a intensidade para consolidar sua ascensão na temporada 2026.
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