SPFC: polícia apura se diretoria aumentou salário com fraude em assinaturas após suposta reunião simulada
O São Paulo Futebol Clube voltou ao centro de uma nova suspeita grave: o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) apura a denúncia de que diretores do clube teriam fraudado assinaturas para aumentar substancialmente os próprios salários ao longo de 2025. De acordo com o que vem sendo investigado, os envolvidos teriam simulado uma reunião que, no papel, teria “chancelado” os reajustes com aval de conselheiros, mas a polícia ainda busca elementos que confirmem como a suposta aprovação teria ocorrido e quem, de fato, teria sido beneficiado.
Segundo as informações em apuração, a equipe do DPPC ainda não obteve a ata da suposta reunião em que os salários teriam sido aumentados. Além disso, até o momento, não há confirmação pública sobre quais diretores teriam recebido o suposto aumento, nem os valores que cada um teria passado a receber. A expectativa é que a cronologia dos acontecimentos fique mais clara a partir de depoimentos que serão colhidos em frentes paralelas de investigação já em andamento e que envolvem membros da cúpula do clube.
O caso das assinaturas aparece em meio a um cenário ainda mais amplo de apurações sobre o São Paulo, que incluem suspeitas relacionadas à venda ilegal de camarotes, supostos esquemas financeiros e outros episódios que já geraram forte desgaste interno. Em 21 de janeiro, a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) realizaram uma operação com buscas e apreensões envolvendo nomes ligados à direção do clube, em investigações que correm sob sigilo. As suspeitas, segundo relatos públicos já divulgados, foram separadas em dois inquéritos, ambos em segredo de Justiça.
No inquérito mais conhecido até aqui, o ex-presidente Julio Casares é citado em apurações ligadas à exploração clandestina de um camarote no Morumbis durante o show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025. O Ministério Público apontou suspeitas como corrupção privada no esporte e coação no curso do processo, e um áudio divulgado pela imprensa ampliou a repercussão do caso ao indicar tentativas de pressão para retirada de ação judicial. Após a exposição do episódio, dirigentes mencionados publicamente pediram afastamento, e a crise política ganhou força com desdobramentos internos e questionamentos de conselheiros.
Agora, com a nova frente relacionada a salários e suposta fraude de assinaturas, a investigação mira o caminho administrativo que teria permitido o reajuste e tenta entender se houve falsificação, simulação de reunião e uso indevido de documentação para validar aumentos. A apuração segue em andamento, e os próximos passos dependem da obtenção de documentos, oitivas e cruzamento de informações que possam esclarecer o que ocorreu, quando ocorreu e quem teria sido favorecido.
Fonte: Metrópoles (Metrópoles SP) — Renan Porto
Obrigado Luis Gustavo! Sua declaração expôs o podre dessa diretoria! E agora, a denuncia anônima acabou pra nos salvar!
Como o Marco Aurélio comentou... o SPFC foi sequestrado...
Não dúvido. Vindo desse trio do capeta
caramba... tá parecendo bordel...