Que fique claro: não concordo integralmente com as falas do auxiliar técnico do Palmeiras. O Botafogo é merecidamente líder do Brasileirão 2023, por exemplo.
Concordo, porém, que ao nosso futebol falta credibilidade. Morei por um ano e meio nos Estados Unidos e por quatro na Europa. Nunca conheci uma pessoa que acompanhasse o Brasileirão de perto, que consumisse os nossos jogos, nossos campeonatos. Nenhuma. Enfim?
A CBF acusou Martins de xenofobia. Bradou pela credibilidade e a força do esporte por ela comandado.
O que aconteceu no domingo todo mundo já sabe. De lá para cá, o caos apenas escancarou-se.
Na segunda, a Confederação escolheu seu adversário (deixando Scolari e o Galo de fora da briga) e emitiu uma nota infantil chamando o profissional alviverde de infantil. Defendeu seus métodos e sua tecnologia — aquela que não serve sequer para determinar se a bola ultrapassou a linha do gol.
Hoje, Seneme admitiu que Zé Ivaldo deveria mesmo ter sido expulso, após a cotovelada criminosa em Endrick. O vídeo com ele, gravado pela CBF, chega a dar gastura.
Também hoje, Luan do Corinthians foi agredido e arrancado de uma suíte de motel. Os criminosos uniformizados, que não se incomodaram em filmar as agressões ou mesmo em postar um story no Instagram marcando os principais envolvidos, invadiram o estabelecimento, impediram que os funcionários chamassem a polícia e apavoraram o meia.
Lembrando que, no sábado, ao ser questionado sobre o atleta na coletiva após a derrota para o Bragantino, Luxemburgo dissera: "Pergunta par a torcida se ela quer o jogador?"
A mesma torcida que Luxa recebera, a pedido da diretoria, na porta do CT, para "conversar".
(No final de semana, também teve torcida visitante esmagada na Arena da Baixada e briga de jogador e dirigente, envolvendo inclusive reclamação por qualidade de gramado. Que é outro fator sofrível nessas terras.)
Poucas horas depois da notícia sobre Luan, a CBF anunciou que Fernando Diniz assumirá o comando interino da Seleção. Função acumulada com o cargo no Fluminense, onde vive seu pior momento.
Ou seja, Ancelotti vem. Ou não. Enquanto isso, Diniz, que nunca ganhou um título importante e está em péssima fase, é brindado com o comando (interino) do maior produto da CBF.
Ah, não esqueçamos do atacante Pedrinho, demitido do São Paulo por conta de um processo (cheio de provas) por agressão contra a ex-mulher, que foi anunciado hoje pelo América-MG.
Arbitragens péssimas. Gramados piores. Dirigentes confusos. Torcidas visitantes sendo tratadas como lixo. Jogador apanhando. Seleção com treinador interino que também treina clube e anda mal das pernas. Agressores à solta.
Mas errado está o português. Que devia ficar calado e só gerar receita para os cofres brasileiros.
Até morrer alguém. Aí talvez a gente acorde para a vida.
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Nosso país vive um momento ímpar sob o império da violência e da bandidagem fruto do sistema defendido pelo atual governo e no futebol não poderia ser diferente pois sendo o esporte mais popular desperta paixões que as vezes extrapolam o limite do aceitável na sociedade. tem que mudar tudo isso já.
cE muito blá blá blá e nenhuma ação efetiva. Nem da CBF e seus diretores corruptos, nem dos clubes cheios de corrupção e nem da polícia. De que adianta usar aquele batalhão de políciais de costas para o campo e de olho na torcida? Não serve pra nada. Nada...nada vai mudar no nosso amado futebol brasileiro
assino embaixo em tudo, parabéns
Uma ***** não justifica a outra. A comissão técnica do palmeiras é sim mimada e arrogante. Quando nosso jogador falou mal do juiz com razão (pq o curintia jogou com 12 mesmo), tomou um gancho. Agora cade a punição pra esses almofadinhas do palmeiras com seus narizinhos empinados (parece que enfia o dedo no cú e fica cheirando)?
Tendo dito tudo isso, não é até alguém morreu, muitos já morreram em brigas, em emboscadas de diversas maneiras e formas e nada vai mudar enquanto quem mandar for a CBF e os clubes não fazem nada para isso ser diferente.