O São Paulo decidiu adotar uma postura extremamente cautelosa no caso envolvendo Robert Arboleda. O retorno do zagueiro ao CT da Barra Funda após semanas afastado gerou preocupação interna, mas um episódio recente envolvendo José Martínez, no Corinthians, acabou servindo como alerta importante para a diretoria tricolor.
Assim como aconteceu com o volante venezuelano do rival, Arboleda retornou ao clube depois de um período de ausência fora do país, recebeu reprimendas internas e sofreu punições financeiras. Porém, a diretoria do São Paulo decidiu agir rapidamente para evitar qualquer tipo de surpresa envolvendo a condição física do jogador.
Por isso, o defensor iniciou imediatamente uma bateria completa de exames médicos e físicos no CT da Barra Funda. O objetivo é claro: garantir controle total sobre a situação clínica do atleta e evitar um cenário semelhante ao vivido recentemente pelo Corinthians.
São Paulo quer evitar novo problema milionário
No caso de José Martínez, exames realizados após a reapresentação detectaram uma grave lesão no joelho. A descoberta mudou completamente o cenário no Corinthians e obrigou o clube a buscar uma rescisão amigável, assumindo custos importantes para evitar uma disputa judicial mais complicada.
Internamente, o São Paulo quer evitar qualquer risco parecido. Além da questão esportiva, existe também uma preocupação jurídica envolvendo Arboleda. O clube entende que documentar toda a condição física do jogador neste momento é fundamental para proteger o patrimônio do clube em eventuais negociações futuras.
Mesmo após o retorno ao CT, Arboleda não será reintegrado imediatamente ao elenco principal. O zagueiro segue realizando trabalhos individuais de recondicionamento físico enquanto a diretoria define os próximos passos da situação.
Apesar da forte repercussão do caso, o São Paulo descarta, neste momento, uma rescisão contratual. A ideia da diretoria é preservar o jogador como ativo de mercado visando a próxima janela de transferências, tentando minimizar prejuízos financeiros.
O sumiço que gerou tensão no Morumbis
Arboleda desapareceu no dia 4 de abril, justamente antes da goleada do São Paulo sobre o Cruzeiro por 4 a 1, no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro. O defensor não se apresentou junto à delegação e permaneceu semanas sem comunicação considerada adequada pelo clube.
O episódio gerou enorme desgaste interno e aumentou a tensão entre diretoria, comissão técnica e departamento jurídico. O clube chegou a monitorar a situação com atenção porque o período de ausência se aproximava do limite de 30 dias, prazo que poderia fortalecer juridicamente uma eventual tentativa de rescisão por justa causa.
No entanto, Arboleda retornou antes desse limite ser ultrapassado, reduzindo significativamente a força de uma possível medida extrema por parte do São Paulo.
Na reapresentação ao clube, o zagueiro esteve acompanhado de seu empresário e participou de uma reunião com a diretoria de futebol. Durante a conversa, foi duramente repreendido pela postura adotada nas últimas semanas.
Além do desconto salarial referente ao período ausente, o São Paulo também avalia internamente novas punições disciplinares, incluindo multas adicionais. Enquanto isso, o futuro do defensor segue indefinido e cercado de tensão nos bastidores do Morumbis.