"Eu nunca vou mudar a maneira como eu jogo, porque não é um estilo. Sou eu. Uma parte de mim. Uma parte da nossa história, como brasileiros", disse o atacante. "Nada que eu faço é brincadeira. Tudo tem um propósito. Atacar com ousadia, botar medo no adversário, criar espaço, fazer a diferença para o meu time."As declarações foram publicadas pelo site The Players Tribune, que divulga depoimentos em primeira pessoa de atletas de diferentes modalidades e países.
Recentemente, o brasileiro foi criticado pelo comentarista e ex-jogador do Manchester United Paul Scholes por conta de de uma jogada em que Antony fez pela Liga Europa, em que ele controla a bola com um dos pés, e gira aos redor de seu corpo sem sair do lugar. "É ridículo. É apenas exibicionismo. Ele não está entretendo ninguém, não está tentando passar por ninguém e depois erra o passe. O que ele está pensando? Ele precisa cortar isso do jogo dele", disse Scholes.
Em seu relato ao site, Antony conta sobre como a sua infância na periferia de São Paulo, marcada pela violência, pelo comércio de drogas na porta de casa, pela presença de traficantes e a truculência policial, foram importantes na sua construção como jogador e ser humano.
"Fui da favela para o Ajax e o Manchester United em três anos. As pessoas sempre me perguntam como eu consegui 'virar a chave' tão rapidamente. Pra ser sincero, é porque não sinto pressão dentro de campo", diz Antony. "Quando você cresce tendo que pular cadáveres apenas para chegar à escola, você não pode ter medo de nada no futebol. As coisas que eu vi, a maioria dos especialistas em futebol só pode imaginar."
A comunidade em que Antony vivia, uma favela batizada de Inferninho, na zona norte de São Paulo, foi a casa do atacante ex-São Paulo até 2019. Ele lembra que depois da final do Campeonato Paulista, quando chegou a marcar um gol na derrota para o Corinthians por 2 a 1, as pessoas estavam surpresas com a presença dele na região.
"Não tínhamos outra escolha. Em 2019, quando fiz o gol contra o Corinthians, na final do Campeonato Paulista em Itaquera, e depois do jogo eu já estava de volta na favela onde eu nasci. As pessoas apontavam para mim na rua. 'Acabei de ver você na TV. O que você está fazendo aqui?'. 'Irmão, eu moro aqui'.Todo mundo riu. Eles não acreditaram", conta.
"Se você fala com a mídia, eles sempre perguntam sobre seus sonhos. A Champions League? A Copa do Mundo? A Bola de Ouro? Mas esses não são sonhos. São objetivos. Meu único sonho era tirar meus pais da favela. Não tinha plano B. Eu ia conseguir ou morrer tentando", conta o atacante ao site.

Quer dizer q numca jogou no sao paulo
15 mil por mês, se morava na favela e porque queria
Mano o mlk ja ganhava mais de 20 mil no mínimo antes de subir pro profissional, e vem com esse papo furado se não tirou os pais da favela ganhando uns 20 mil por mês e relaxo dele
É isso aí!!!!! Se o futebol dele nao serve pro M.U, garanto que em outros time ele vai servir muito!!!!
Mudaram o futebol do Lucas e ele não é nem titular mais. Deixa o cara jogar do jeito dele. O comentarista, Paul Scholes, só sabia chutar, nunca driblou ninguém. Esta é com inveja.
Saiu da favela pro Ajax... SPFC o cara não tem nem coragem de citar... que fase...
É isso aí Antony seja sempre vc nunca muda de sua abilidade