São Paulo e Palmeiras possuem o agravante de não terem uma semana cheia para treinar desde agosto. Ou seja, desde aquele mês os clubes entram em campo duas vezes por semana e os técnicos, por sua vez, pouco tempo têm para trabalhar. A rotina das equipes têm sido basicamente viajar, jogar, fazer recuperação física e logo na sequência, ter um treino de véspera voltado ao compromisso seguintes.
O Palmeiras não tem uma semana livre para treinar desde quando ainda era dirigido pelo técnico Vanderlei Luxemburgo. O cargo agora é do português Abel Ferreira. A equipe alviverde acumula 30 jogos em pouco mais de cem dias. E a maratona não vai parar tão cedo. Até mesmo durante as festas de fim do ano o clube terá compromissos, com jogos pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil. Da estreia no Brasileirão até o Ano Novo, a equipe terá disputado 40 compromissos.
Quando 2020 terminar, o Palmeiras terá acumulado 46 jogos desde o retorno do calendário do futebol, em julho. Essa quantidade representa que cerca de 80% de todas as partidas oficiais do time ao longo de 2020 foram disputadas depois da paralisação causada pela pandemia. Antes da suspensão das competições, em março, a equipe só havia atuado em 12 ocasiões.
Segundo o coordenador científico do clube, Daniel Gonçalves, essa situação de sobrecarga de jogos sempre preocupou a comissão técnica. "Já prevíamos isso e fizemos um controle específico de carga desde a quarentena, com os trabalhos virtuais. Projetamos atividades não só para fortalecimento, como também de prevenção. Mas são medidas paliativas. Com o acúmulo de jogos e viagens, pelo fato de o Brasil ter dimensões continentais e também deslocamentos para fora do País, os atletas inevitavelmente jogam sem estarem plenamente recuperados", explicou.
O auxiliar técnico do Palmeiras, João Martins, teme o desgaste dos jogadores e disse que além do calendário, os casos de covid-19 têm dificultado o rendimento físico dos atletas. "Tivemos 22 casos (do no coronavírus), quase todos na mesma altura. E temos de jogar com atletas que às vezes nem começam com 50%. Eles estão sendo guerreiros e muitas vezes temos de gerir isso", afirmou.
O São Paulo completará no fim de dezembro 42 jogos acumulados desde o retorno do calendário do futebol. Desse total, 40 compromissos foram disputados após o início do Brasileirão. A diferença com relação ao Palmeiras se explica pelo clube ter sido eliminado cedo do Campeonato Paulista, da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana. Assim como o rival alviverde, o time do Morumbi também terá um fim de ano marcado pelas semifinais da Copa do Brasil, agendadas para 23 e 30 de dezembro.
Nos últimos dias o time do técnico Fernando Diniz teve várias partidas para recolocar a agenda do Brasileirão em dia. O São Paulo chegou a ter três partidas a menos que a maioria dos concorrentes por causa de coincidências no calendário. Para dar conta desse ritmo, o clube também se preparou. O treinador e o departamento médico realizaram uma série de trabalhos preventivos.
"Cheguei aqui no São Paulo e havia um problema crônico, que era depositado muito na conta do departamento médico, outra injustiça que cometemos, querendo sempre achar um culpado. O negócio é muito mais complexo", disse Diniz. "Trabalhamos de uma maneira muito integrada, respeitando os departamentos e, principalmente, os jogadores, prezando pela prevenção, não em cuidar da doença", completou.
FORA DA COPA DO BRASIL
Apesar de já terem sido eliminados da Copa do Brasil, Santos e Corinthians não ficam tão atrás. Os dois alvinegros não vão disputar muitas partidas entre o Natal e o Ano Novo, mas terão acumulado do retorno do futebol até o fim de 2020 uma quantidade elevada de partidas. O Santos terá feito 40 compromissos oficiais e o Corinthians, por sua vez, 35.
São Paulo, Copa do Brasil, Brasileirão, Fernando Diniz
Sera que tem algum São Paulino interessado no problema das pepas? Nosso negocio e com o tricolor
Dia de mais uma final para o tricolor....se vencer o Botafogo hoje ..e os dois jogos sequentes eu já começo a acreditar em título no brasileirão.
Alguem quer saber de porra do Palmeiras