- Bem, a CBF deu uma base de sustentação financeira para estes três meses, ao menos por enquanto de paralisação devido à pandemia. Os clubes da Série A, que são 16, e os 36 clubes da Série A2 receberam um apoio financeiro, para que tenham a possibilidade de ressarcir suas atletas e comissão técnica - afirmou, destacando que cada agremiação recebeu R$ 150 mil de suporte.
Na "live" (na qual estiveram o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, o vice-presidente da Fisesp, Ricardo Berkiensztat e o jornalista Jairo Roizen, o coordenador da CBF também avaliou a disparidade financeira de salários entre as equipes feminina e masculina.
- O futebol feminino está sendo incentivado, a CBF ainda aposta muito no futebol feminino. Nós trabalhamos para que venha e está tendo êxito de público e mídia, tem atualmente transmissão do Campeonato Brasileiro na TV aberta. Fora as diferenças salariais pelo que um arrecada e o outro ainda não arrecada por ser um investimento, a entidade viabilizou um recurso para que as meninas não fossem desamparadas - declarou.
Cunha vê com otimismo o desenvolvimento do futebol feminino
- Quando o futebol tem nível técnico, grandes jogos, tem público. Mais de dez atletas já voltaram da Europa para o futebol brasileiro. Hoje temos rivalidades entre São Paulo e Corinthians, Palmeiras e Corinthians, Santos e Grêmio. Progressivamente, este público vai aumentando. Estamos estimulando isto por meio da televisão, e vamos fazer nossa parte. Já tivemos público de mais de dez mil pessoas na Vila Belmiro, por exemplo - afirmou.
Aos seus olhos, a técnica Pia Sundhage pode melhorar o futebol da Seleção.
- Ela tem um inglês fácil de entender, e temos jogadoras que atuam na Europa, o que facilitou o diálogo. O adiamento da Olimpíada contribuiu para aumentar o conhecimento das meninas em relação ao que ela passa. Temos tudo para a Seleção evoluir e ir bem na competição - declarou.
São Paulo FC, Tricolor, SPFC, Tricolor, Marco Aurélio Cunha