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- Estou gostando bastante e gostei muito de terem mantido o Diniz. Achei isso muito importante. Você termina o Brasileiro, vêm os questionamentos, manda embora... É o futebol extremamente imediatista dos dias de hoje. Não, vamos manter, vamos deixá-lo continuar plantando, porque a gente acredita que vai colher... E na hora que a gente estava começando a colher alguns frutos teve essa pausa, mas sem problema. Os jogadores já estão entendendo, leva um tempo para processar toda essa ideia, a filosofia, o jeito do treinador, de jogar e tudo mais, mas estou gostando, vai dar certo - disse Kaká, que planeja fazer parte da direção de algum clube no futuro.
Kaká lembrou do início de sua trajetória no clube: cria das categorias de base em uma era anterior à construção do CT de Cotia, ele demorou um pouco além do esperado para ser promovido ao elenco profissional. E hoje enxerga tudo com bom humor.
- Eu tinha um problema de idade óssea, eu tinha 13 com corpo de 11, tinha 14 com corpo de 12... Foi aí que o Pita, meu treinador na época, me mudou de posição. Minha posição original era centroavante, e ele falou: "olha, para você não jogar muito de costas, vai jogar de frente, olhando o jogo". E a partir daí o São Paulo começou a fazer um acompanhamento comigo. Pegaram alguns meninos das categorias de base e falaram: "a gente quer fazer um laboratório mesmo, fazer um trabalho de fortalecimento e ver como eles vão se comportar". Um jornal aqui de São Paulo resolveu dar uma matéria sobre isso e a chamada é: "São Paulo prepara Cacá para o século 21". Era para eu ter subido ao profissional em 2000, período em que subiu o Júlio Baptista, mas em outubro de 2000 eu tive um acidente na piscina, fraturei a sexta vértebra, e fiquei até dezembro com colete cervical. Em janeiro eu volto a jogar na Copa São Paulo e subo para o profissional. É profética mesmo essa reportagem, porque até ano 2000 não é século 21 ainda. Minha gratidão é eterna ao São Paulo.
Kaká jogou no São Paulo até 2003, quando foi vendido ao Milan, e teve uma rápida passagem em 2014, antes de se apresentar ao Orlando City, clube dos Estados Unidos em que encerrou a carreira. Neste segundo momento, atuou em uma equipe com diversos destaques individuais e ficou com o vice do Brasileirão.
- Eu não falo em frustração, porque frustração é uma palavra muito forte, mas fica uma sensação ruim. Dava para ter conseguido. Ganha do Cruzeiro em casa com estádio lotado, coisa linda, e o Cruzeiro faz uma temporada em que não erra. Fica a sensação de que foi por muito pouco. Ficar marcado ganhando um Brasileiro não ia ser nada mal.
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