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Olten que também é advogado e membro da Comissão de Acompanhamento da Execução Orçamentária da instituição tricolor. conversou sobre diversos assuntos com o jornalista Jorge Nicola em seu blog.
O conselheiro festejou a proibição de que conselheiros exerçam funções remuneradas no clube, já que Olten é um dos principais articuladores da medida.
Os cinco conselheiros que recebiam tal remuneração, escolheram abandonar suas cadeiras no conselho tricolor e continuaram como funcionários do clube. São eles: Márcio Carlomagno (assessor da presidência), Mauro Castro (gerente do Morumbi), Eduardo Rebouças (diretor de infraestrutura), Elias Albarello (diretor financeiro) e Paulo Mutti (gerente jurídico).
“Esse movimento começou com uma reunião na minha casa... Foi lá que decidimos apresentar a emenda ao estatuto para que fosse excluída a possibilidade de conselheiro ser remunerado no clube”, disse.
“Precisamos fazer alianças políticas para que esse acordo fosse aprovado... Até porque misturar política com profissionalização não é um bom caminho”, acrescentou.
Flamengo como exemplo
Olten participa do grupo que comanda o orçamento do São Paulo e colocou o Flamengo como um modelo de finanças a ser seguido.
“Precisamos fazer como o Flamengo destes últimos anos. É preciso ter primeiro o equilíbrio financeiro para depois partir para investimentos maiores em contratações. Precisamos melhorar nossa condição financeira”, avaliou.
O São Paulo fechou 2019 com um déficit de R$ 180 milhões.
Para finalizar, o conselheiro disse que o clube precisa saber lidar com a crise financeira que está por vir por conta da paralisação dos campeonatos, já que não estão recebendo renda e não tem uma data para as competições retornarem.
"O São Paulo vai precisar de medidas extraordinárias, corte de despesas de salários... Quem não fizer isso pode ter uma situação de sofrimento por muitos anos", afirmou o conselheiro, que completou:
"Até o Barcelona cortou 70% dos salários dos atletas. Tenho certeza de que os jogadores do São Paulo vão responder de maneira importante e responsável, em nome do equilíbrio.”
O São Paulo decidiu cortar 50% dos salários dos atletas, mas a medida não teve unanimidade entre o elenco, com alguns jogadores apoiando e outros discordando. Assim, a ação é vista como unilateral. Um complicador é o fato de o clube ter pagamentos em atraso, os quais quer pagar após a crise e de forma parcelada.
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