Diniz não abandonou durante a quarentena o hábito de conversar individualmente com os jogadores. Por meio do celular, ele segue se comunicando com seus comandados, a leitura e estudo de futebol também fazem parte da rotina.
Embora não tenha participado de maneira ativa da negociação com os atletas, Diniz também tem contato com a diretoria, ele foi consultado sobre a adequação salarial que o clube propôs (e vai colocar em prática) para o período de paralisação dos campeonatos devido ao coronavírus.
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No São Paulo, acredita-se que a maneira como Diniz lida com isso e a proximidade que ele tem com os jogadores pode facilitar a aceitação do grupo a esta medida. O treinador concedeu algumas entrevistas nos últimos dias, sempre sem sair de casa, por telefone ou chamada de vídeo, e em praticamente todas manifestou que sua preocupação neste momento é com as pessoas menos favorecidas.
- Espero que a sociedade, não só do Brasil, mas mundial, perceba que o mundo é cada vez mais uma ilha. Todas as pessoas precisam umas das outras. Essa desigualdade social no mundo não tem razão de ser. Podemos distribuir melhor a riqueza. O mundo produz muita riqueza, mas quanto mais riqueza a gente produz maior fica a desigualdade. A sociedade tem de repensar e procurar diminuir a desigualdade. No fundo, temos de viver cada vez mais em comunidade e se respeitando. É tentar viver de uma maneira mais equilibrada - disse ele, na quinta-feira, à ESPN Brasil.
Técnico do São Paulo tem utilizado o período de isolamento para assistir aos jogos do próprio Tricolor e de outras equipes que comandou na carreira para identificar possíveis correções e tentar elaborar novos tipos de treinamento.
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