Ele já esteve vestiu a camisa da seleção brasileira, defendeu o poderoso Bayern de Munique, foi apontado como a maior promessa de Cotia... O tempo passou e hoje Breno tem poucos holofotes virados para si, apesar de jogar no São Paulo, clube onde viveu seus melhores momentos. Se poucos botam fé nele, isso não se aplica ao novo técnico do Tricolor: Rogério Ceni.
Durante o mês de dezembro, enquanto Breno concluía a recuperação da cirurgia no joelho direito, Rogério Ceni conversou bastante com o zagueiro no Reffis. Quis entender como estava a cabeça do defensor, perguntou sobre sua disposição em continuar no São Paulo e deu indícios de que pretende aproveitá-lo.
E os primeiros dias de trabalho nos Estados Unidos só reafirmaram a intenção de Rogério Ceni em fazer de Breno uma das peças chave em seu esquema. Só vai depender da readaptação do corpo do defensor, de 27 anos, ao trabalho no campo.
Rogério Ceni nunca escondeu ser fã de Juan Carlos Osório e se encantou quando o colombiano colocou Breno para atuar como volante. Ao lado de Thiago Mendes, Breno formou uma das duplas mais elogiadas do Brasileirão de 2015. Porém, a dificuldade em se recuperar das dores e inchaço no joelho direito acabaram o tirando de ação e impedindo uma sequência maior.
O atual comandante são-paulino gosta muito de Breno como zagueiro, mas entende que ele será mais útil no meio-campo. Isso porque a posição de beque está extremamente concorrida. Maicon e Rodrigo Caio devem ser titulares, com Lyanco, Lucão, Lugano e Douglas disputando uma ou duas vagas no banco de reservas.
O maior problema para Breno é acelerar o processo de recondicionamento físico sem sentir contusões musculares. Em todo o ano passado, por exemplo, o atleta só esteve em campo duas vezes: em 30 de janeiro, contra o Red Bull, pelo Paulistão, e em 3 de fevereiro, diante do César Vallejo, do Peru. Ou seja, faz quase um ano que Breno não atua.