Tudo começou quando Marco Aurélio Cunha chegou ao clube para pôr panos quentes na crise de elenco e comissão técnica. Jogadores divididos, pagamentos atrasados e problemas externados para mídia. Torcida marcou presença – literalmente – e a coisa estava toda muito séria.
O cargo de diretor executivo de futebol veio em hora certa e momento ideal, os problemas foram amortecidos e o planejamento para 2017 teve início bem antes do que nas últimas temporadas.
Esta característica de planejamento e administração foram a marca forte do São Paulo, que sempre à frente, antecipava suas contratações e se organizava a médio e longo prazo com os custos financeiros.
Mas, o que muda com isso de fato? Tudo. Wellington Nem chegou, a base deverá ter mais espaços e acima de tudo, a estrutura para um projeto a longo prazo, visando uma montagem de elenco coerente que atenda a necessidade do Tricolor em campo.
Primeiro de tudo, a descrição nas contratações. Já começamos com uma contratação “surpresa”, relembrando os velhos – e bons – tempos. Talvez o melhor exemplo para isso tenha sido o zagueiro Miranda. Sem oba-oba, chegou e resolveu.
Segundo, a mudança estatutária aprovada por unanimidade pelo conselho deliberativo. Sejamos realistas, a condição interna do conselho realçava a diferença nas opiniões e acusações de mudanças por interesse apenas. Hoje, com uma mudança estrutural, as opiniões diversas que ainda existem, se estreitaram.
Em terceiro devemos ao fato de alinharmos a diretoria geral, a diretoria de futebol e a comissão técnica. Hoje, a montagem do elenco e os rachas tendem a ter menor expressão. Jogadores que mandam no elenco, ou que acham que podem se sobrepor à diretoria (fato este que ocorre diante a má administração de futebol) deve ser resolvido para 2017.
Fator Rogério Ceni
Este é o fato mais comentado pela crônica esportiva quando falamos do São Paulo. Um ídolo que se torna técnico de futebol aonde construiu 25 anos de história, para nossa cultura, é inadmissível pensarmos que poderá dar certo. Algum elogio ao fato é muito restrito e cheio de ressalvas.
Com razão, nosso histórico não nos permite pensar com tanto otimismo. Mas o que poucos – ou ninguém até o momento – entenderam é que a mudança vem de cima. Rogério Ceni como técnico é parte de toda mudança listada acima. Ele não é a solução do problema.
Holofotes se dão por quem é, não pela análise fria do que a figura e profissional vão representar ao clube. Marco Aurélio Cunha tem participação direta neste processo. É uma pessoa que definitivamente tem sua confiança e participará em tudo.
Conselho parcialmente alinhado, diretoria com projeto e comissão técnica com planejamento antecipado. Não podemos garantir que títulos virão, ou que será um ano de sucesso. Mas com certeza, podemos dizer que será um ano de ressurgimento para o antigo São Paulo.