2017: quando o mito finalmente se reencontra com a realidade

Fonte Blog do Torcedor
Acho que foi em 1995 que eu me interessei por mitologia grega pela primeira vez, ali com 6 para 7 anos de idade. A razão, eu confesso, era Cavaleiros do Zodíaco. Que baita desenho! Paralelamente a isso, crescia ouvindo as histórias das lendas vivas que tinham acabado de escrever as páginas mais gloriosas da História - com H maiúsculo - do meu time de coração. Algumas dessas figuras, como Zetti, Palhinha, Juninho e, claro, o Mestre Ancião Telê, ainda estavam por lá, mas a trajetória do clube era descendente. Esses eram os mitos que eu assistia na TV, que corria pra ler e ver fotos no caderno de esportes do jornal, e cujas figurinhas recheavam o meu álbum do Campeonato Brasileiro.
Sempre fui observador e imaginava cada jogador, mesmo que só visse por foto, com uma personalidade diferente. O fortão, o bravo, o baixinho marrento, o sonolento, o gordinho paga-lanche... Nesse aspecto, ter crescido gostando de futebol no Brasil dos anos 90, quando as figuras folclóricas e o clima de galhofa imperavam, foi uma bênção para o lúdico de qualquer criança. Ouvia muito falar do goleiro reserva do Zetti, um jovem que diziam que era bom, mas jogava sempre adiantado. Era o tal do Rogério, que tinha sido campeão da Copinha com o time júnior em 93 e da Conmebol com o lendário Expressinho em 94. Nas poucas vezes que o vi jogar no período, me chamou atenção pelo sorriso com bastante gengiva, o nariz avantajado (que provavelmente fazia faltar oxigênio pros outros jogadores no estádio, fazendo cada jogo parecer ser em La Paz) e algo fundamental: jogava de calça. Goleiro bom nos anos 90, ainda mais no São Paulo, tinha que jogar de calça.
Em 97, finalmente a dinastia Zetti teve fim e Rogério ganhou sua vez. Ele tinha minha confiança, ou, melhor dizendo, minha esperança. Não me baseava em nada concreto, apenas na minha imensa vontade de ver o guardião da meta tricolor ter sido criado em casa e eu, então um dedicado aluno da terceira série, ter assim meu primeiro ídolo que me permitisse dizer algo como "eu peguei esse bebê no colo, eu o vi nascendo". Ele foi ganhando chances e, olha, cada vez que eu assistia, ele fazia defesas mais e mais arrojadas e milagrosas. Elástico, com posicionamento muito acima da média, reflexos quase que intuitivos e, sobretudo, exalava paixão ao jogar. O cara tinha tesão, e olha que eu, aos nove anos, mal sabia o que era isso. Aos poucos, o grito de "Zeeeeetti no gol!" foi dando lugar a sonoros "Rogéééérioooo!" nas peladas na escola, quando eu jogava improvisado de goleiro.
Não se falava em hipsters em 1997, pelo menos não nesse pedaço de Santo Amaro onde eu fui criado. Mas o goleiro de calça decidiu começar a bater faltas e, assim, a fazer gols, igual o Chilavert, arqueiro paraguaio que ironicamente foi responsável por uma das maiores chagas no ego de todos os são paulinos da minha geração, e que Rogerio assistiu do banco de reservas, naquela final da Libertadores de 1994. Ele era diferentão. Dava pra ver nas entrevistas que sabia o que dizia, era articulado e ambicioso ad aextremum. Muitos dizem que falhou na final do Paulista de 97, tomando aquele gol do ex-tricolor André Luiz, mas até hoje eu não acho. O time era talentoso e irregular, mas ele ia bem demais, se destacando num período em que os goleiros que mais brilhavam por aqui eram os veteranos Taffarel e Zetti, o subvalorizadíssimo Velloso, o macaco velho Ronaldo, o regular Carlos Germano e o jovem Dida, um monstro no Cruzeiro.
Chegar à Seleção era questão de tempo e a chance veio rápido para o hipster que cobrava faltas no fim de 1997, aos 24 anos. Zagallo o convocou para a Copa das Confederações, da qual o Brasil sairia campeão e o garoto sairia queimado, sem nem mesmo ter entrado em campo. Rogerio demonstrou ali sua personalidade forte, quando deixou claro que não gostou da brincadeira promovida por jogadores 500 vezes mais velhos, ricos e famosos que ele, que obrigaram todos os atletas da delegação da CBF a raspar a cabeça com máquina zero, como num trote de calouros da faculdade. Seu cabelo era razoavelmente farto, e desde o episódio, ele ficou calvo. Rogério virou tiozão muito antes da idade. Aos 24 anos, eu virava madrugadas ouvindo pagode e bebendo vodka de procedência duvidosa no saudoso Santa Aldeia com meus amigos, sem maiores preocupações existenciais. Rogério, por sua vez, nessa idade já era um workaholic chateado com sua escassez capilar e com as frequentes pipocadas do São Paulo. Ele era um homem com um plano, e isso ficaríamos sabendo depois.

Ele logo deixou de usar calça e se rendeu ao time dos goleiros que jogam de bermudas, fato que apenas perdoei porque ele salvou o São Paulo inúmeras, incontáveis, trocentas vezes, tornando-se, ao menos para mim, o melhor de sua posição no Brasil. Na hora H, você sempre podia contar com Rogério, que virou Rogério Ceni por alguma razão irrelevante. Não simpatizo muito com jogadores com nomes que mais parecem ser de deputados estaduais, mas reconheço que todo bom time dos anos 90 tinha um: Cesar Sampaio, Flavio Conceição, Paulo Nunes, Wilson Gottardo e afins. Rogério Ceni era o nosso e ponto final. Nos anos seguintes, ele conviveu com ídolos antigos do clube, como Raí e Leonardo e dividiu o gramado com novos craques, como Serginho, França, Luis Fabiano, Vagner e Marcelinho Paraíba. E fez dos gols de falta uma arte, além de apurar seus dotes naturais de liderança, que não passavam despercebidos pelas arquibancadas, que reconheciam nele um ídolo. Rogério foi melhorando mais e mais com o tempo, e quem acompanhava o dia a dia do clube sabia que isso não era ao acaso. Ele realmente treinava mais do que todos, pois parecia querer testar seus limites.
Em 2001, houve um fatídico episódio até hoje mal explicado e com ares de vespeiro em que ninguém quer tocar no Morumbi, quando da alegada proposta do Arsenal, que o levou a cobrar um reajuste de salário e ser posteriormente afastado pelo então presidente, Paulo Amaral, que pediu truco e duvidou da veracidade da oferta. Eu temi. Defendi Rogério sem nenhum senão, porque é isso que me cabia fazer enquanto torcedor. Hoje é engraçado pensar que enquanto meus colegas de classe na sétima série se preocupavam com quem perderiam o BV, eu literalmente passei noites em claro, fazendo promessas (nessas horas, todo mundo vira religioso) e suando frio com a possibilidade daquele cara que já havia se tornado meu herói ir jogar no Corinthians, que tinha os dólares da Hicks Muse a seu favor. Eles cogitaram mesmo sua contratação, e nenhuma hipótese era descartada. Se ele tivesse ido para o Parque São Jorge, minha adolescência estaria oficialmente arruinada e hoje eu estaria gastando rios de dinheiro (que eu nem tenho) com terapias que analisassem este trauma. Tal qual nas grandes narrativas da mitologia grega, os heróis recebiam punições dos deuses. Assim foi com Hércules, assim foi com Sísifo, assim foi com Rogério.
No fim, as partes se acertaram e ele permaneceu, para alívio da aflita torcida. Em 2003, já um balzaquiano trintão, Ceni foi um dos artífices do subestimado time que nos levou de volta à Libertadores, após um doloroso hiato de 10 anos. Nas entrevistas todas, esse assunto soava como sua obsessão. Rogério, melhor do que ninguém, conhecia a cabeça do torcedor tricolor e o amor incondicional pela competição mais importante do continente. Ele, vaidoso que sempre foi, desejava chegar lá, ao panteão dos mitos da História são paulina. Como no Cavaleiros do Zodíaco, o percurso era esburacado, duro, cheio de reviravoltas, vilões (como Geovanni, autor do gol do título cruzeirense sobre nós na final de 2000) e eu passei a entender que as "12 casas" de Ceni estavam todas ali: o incurável trauma da supracitada Copa do Brasil de 2000, os Paulistas, as derrotas em momentos agudos do Brasileiro, a cabeça raspada na Seleção, o litígio com Paulo Amaral... Eram provações, e ele passou por uma por uma.
Eu provavelmente deveria escrever (e vou) um post à parte sobre a Libertadores de 2004, e especialmente o dia 12 de maio daquele fiscal year, quando enfrentamos e eliminamos o Rosario Central (ARG). Tive a sorte de ser uma das 59.413 testemunhas oculares do dia em que Rogério Ceni deixou de ser um mortal para adentrar o panteão das lendas. Por conseguinte, o São Paulo deixou ali, bem naquele preciso momento, diante de nossos olhos, de ser um gigante adormecido por uma década (1994-2004) para voltar a rugir alto pelo mundo. Um time jovem, inexperiente, desacreditado, mas que era a imagem e semelhança de seu capitão: obstinado, duro, chato, muito chato até. Persistente e atento aos detalhes.
Em seguida, vieram os quatro anos (2005-2008) que todos adoramos contar: do Estadual ao Mundial, passando, claro, pela Libertadores e o Brasileiro, faturamos tudo. Barba, cabelo (ainda que escasso) e bigode. Falar desta época é extremamente fácil, até óbvio - razão pela qual não me estenderei muito aqui - mas é preciso dizer que, em todas essas conquistas, Rogério foi protagonista. Sua hora havia chegado. Sua atuação contra o Liverpool, sempre lembrada como a mais brilhante de sua longeva carreira, está eternizada como uma das maiores de um goleiro em decisões em todos os tempos, desde Zeus. E ela não foi fato isolado ou um reles dia de sorte do goleiro do nariz grande. Ela foi consequência natural do trabalho de alguém que se preparou anos para aquele momento, e que a partir dali, ganhou a alcunha de "Mito".

E então, com a auto-estima restaurada tal qual Narciso, veio o deslumbramento. O São Paulo passou a achar feio o que não era espelho e se denominar "Soberano". Institucionalmente, o clube passou a crer que se tornaria o Bayern de Munique brasileiro: o time que, de cada 4 campeonatos nacionais, ganharia 3, simplesmente pela escolha divina e porque era assim - supostamente - que as coisas deveriam ser, na camisa, na carteirada, no grito, na tal da mística, e não mais no preparo, na bola, na execução perfeita de planos vindos de mentes arejadas. Era comum acreditarmos que a tão falada "estrutura", esse meio-campista intangível, invisível, inanimado e intocável, era o melhor jogador do São Paulo. Não, não era: o clube era feito de pessoas, de um ambiente propício para o sucesso, de uma engrenagem que funcionava harmonicamente. Deixamos de ter a melhor comissão técnica, o melhor departamento de fisiologia, os melhores preparadores, a gestão de pessoas mais humana e inteligente do país. Saíram Carlinhos Neves, Rosan, Turíbio e Marco Aurélio Cunha. O centralizador Juvenal, muito provavelmente o maior presidente da história são paulina (o homem que nos legou Cotia), anestesiou a sempre atuante oposição do clube e aplicou um golpe no estatuto para se reeleger novamente. O São Paulo entrou em um novo período de letargia, vítima de sua própria arrogância - e do qual não saiu até hoje, diga-se.
Rogério, querendo ou não, é também um ícone dessa era. Tanto seus méritos foram enaltecidos com 10 vezes mais força do que o normal quanto seus deméritos. A cobrança sempre foi imensa, inclusive dele consigo mesmo. Uma figura deste porte, convivendo por 25 anos (um quarto de século!) no clube, passa a concentrar sobre si, em seus ombros, todo o peso do mundo. Os holofotes sempre se voltaram para ele, nas horas boas e nas más. Detratores nunca lhe faltaram. Rivais jamais esconderam seu mix de dois dedos de desprezo e oito dedos de inveja pela figura que alegavam carregar consigo toda a arrogância da "Soberania" tricolor. A fleugma de sua imagem de homem branco, de classe média alta, com visões politicamente conservadoras e que raramente recusava os microfones fez com que fosse impossível que Rogério Ceni fosse um assunto tratado com racionalidade e sensatez, criticado com serenidade e justiça por suas falhas ou exaltado sobriamente por seus bons feitos. Com ele, tudo era amplificado, para o bem e para o mal. Com o camisa 01, era sempre 8 ou 80. Assim acontece com os imortais nessa indústria que vive de construir e depois desconstruir divindades.
A proximidade com o poder sempre lhe fez bem, e Rogério não se furtou de usar camisas amarelas em épocas eleitorais do clube, em alusão à cor da chapa de Juvenal Juvêncio, a quem apoiava fervorosamente. A personagens deste patamar, realmente só atingido pelas lendas vivas do imaginário esportivo, a hierarquia passa a ser um mero detalhe, algo quase inexistente. Como esquecer do episódio do jogo contra a LDU de Loja, pela inolvidável Sul Americana de 2012? Me lembro bem, na arquibancada nos perguntávamos "O que está acontecendo? Ele está louco?", quando alguém que estava ouvindo no radinho de pilha explicou a sua insubordinação a Ney Franco. Nos anos que se seguiram, tivemos uma sobrevida de um homem que se dedicou diuturna e irrestritamente ao clube até os 42 anos de idade. Rogério se escalava, renovava seu contrato e decidiu, ele próprio, até quando seria o titular inquestionável do São Paulo: até quando quisesse. Na sua despedida dos gramados, em dezembro de 2015, preparou uma das noites mais mágicas de toda a história tricolor. Um momento de acerto de contas entre torcida e clube, de congraçamento, de comunhão absoluta, do time de 1992 encontrando o de 2005 com casa cheia, das mais justas homenagens. Precisávamos daquilo e o concreto do pulsante Morumbi parecia gritar: "Nós vamos sair dessa fase, pessoal. Nós vamos voltar a viver alegrias como essas que estes caras nos deram". E veja bem: aqueles jogadores trouxeram muito mais para o São Paulo Futebol Clube do que uma sala de troféus recheada. Trouxeram memórias indeléveis, infâncias felizes, velhices mais saudáveis, riqueza incalculável no imaginário popular, lendas que são e serão contadas através de gerações. Trouxeram, enfim, vida a um clube de futebol.
Logo antes de se despedir, ali em abril de 2014, Juvenal previu que Rogério seria treinador do clube muito em breve. "Ele conhece sistemas, tenho impressão de que pode ser uma boa solução", disse o falecido mandatário, a respeito de seu mais famoso cabo eleitoral. Neste ínterim, o clube foi vítima da catastrófica gestão de Carlos Miguel Aidar (2014/15), apoiado com fervor pelo próprio Juvenal, de quem logo se tornaria desafeto. Seu sucessor, Leco, eterno braço-direito que foi traído pelo falecido Juvenal em seu último ano de mandato, hoje pena para juntar os cacos após tantos desencontros. Para tanto, resgatou figuras da época gloriosa do clube, como Marco Aurélio Cunha e Diego Lugano, dois verdadeiros diplomatas. O quadro de fratricídio, que mais lembra um cenário pós-guerra com requintes de novela mexicana, é uma metáfora perfeita do que é o clube hoje.. O São Paulo de 2016 tem situação comparável à dos Estados Unidos na Grande Depressão dos anos 30. Leco, pisando em ovos, tenta ser nosso Franklin Delano Roosevelt implantando o New Deal. O Tricolor hoje não é, definitivamente, para iniciantes.

E é justamente um iniciante na profissão (mas veteraníssimo de clube - informação que tem tanta relevância quanto a primeira) que treinará o time após o estouro dos champagnes no réveillon. A 5 meses das eleições internas, Rogério chega como sopro de esperança e renovação, após alguns anos de trabalhos muito pouco inspirados de nomes como Leão, Carpegiani, Doriva, Edgardo Bauza e Ricardo Gomes. O contexto é bastante claro, pois foi tornado público: o ex-goleiro se ofereceu para o cargo. Disse que jamais se recusaria a ajudar o São Paulo em um momento de dificuldade e apresentou um projeto à diretoria. A partir daí, a questão tornou-se também política. Obviamente, a gigantesca sombra de Rogério Ceni pairaria sobre os ombros de todo e qualquer treinador que assumisse a equipe, ou mesmo em caso de permanência de Ricardo Gomes, que patinava no cargo. Após qualquer sequência de dois ou três revezes no irrelevante Campeonato Paulista, o grito da arquibancada exigindo a cabeça do treinador da vez e cobrando a contratação do Mito ecoaria pelo Morumbi. O clamor se propagaria pela mídia e, claro, pelo Conselho que decide em abril se Leco, o nosso Roosevelt, terá a chance de seguir à frente do barco. Falando no português mais claro: Rogério ser técnico do São Paulo era iminente. Apenas questão de tempo.
Suas credenciais, se olhadas friamente, se limitam a ter passado um ano fazendo cursos de especialização na Europa, acompanhando de perto a rotina de treinamentos e preparação de alguns treinadores que têm sua admiração, como Jorge Sampaoli (Sevilla), Jürgen Klopp (Liverpool), Pep Guardiola (Manchester City) e o ex-tricolor Juan Carlos Osorio (México), que por aqui deixou ótima impressão. Rogério afirma desejar que sua equipe pratique o futebol que ele gostava quando jogador e chega com discurso que dá a entender uma vocação ofensiva, atualizada e um olhar particularmente atento à gestão de pessoas - o nome bonitinho que se dá para dizer que ele vai querer um vestiário em harmonia, com jogadores motivados para darem a vida pelo time e lidarem com situações adversas de um clube em clima de efervescência política e cobrança constante. Antes de qualquer coisa, anuncia que pretende reformular a comissão técnica, reunindo em torno de si profissionais de vanguarda, como outrora havia no clube. De bate-pronto, trouxe debaixo de sua asa uma contratação: o veterano Sidão, goleiro vice-campeão paulista pelo Audax e que vem se destacando pelo Botafogo, por onde atua emprestado no segundo semestre. Assim, pretende sanar a principal insegurança dos torcedores na atualidade, que atende pelo nome de Denis, coincidentemente seu sucessor no gol tricolor, que passou 2016 empilhando falhas atrás de falhas.
Como em 1997, eu me flagro apostando sem muita razão, num mix de confiança e esperança, que isso pode dar certo. É uma situação sui generis, extremamente peculiar, já que Rogério ainda não foi técnico nem sequer de um time júnior. Ainda assim, foi o "técnico dentro de campo" do São Paulo por longas temporadas, em que participava de todas as etapas do processo decisório do clube: era um chamariz para a torcida encher os estádios; debatia premiações e bichos com os cartolas; questionava abertamente treinadores; "contratava" reforços (como esquecer de Aloísio Chulapa e Rivaldo, por exemplo?); escolhia a trilha sonora durante a entrada do time em campo (a saber: o hit Hells Bells, do AC/DC) e comprava brigas de peito aberto contra a CBF e as arbitragens. Nenhuma dessas atribuições é típica a um jogador comum. Com ele, após a virada do milênio, nunca mais houve quem lhe dissesse "não". Agora, em 2017, o mito conhecerá a dura realidade, os gessos que amarram um treinador no futebol brasileiro e corre o risco de ser enxergado de vez como um mortal, de ser confrontado, xingado e até demitido. Eu confesso que, embore ame a mitologia grega, os deuses me cansam um pouco, e uma pitada de humanidade não fará mal a essa belíssima epopeia. Que Rogério, agora um humano de carne e osso como em 1997, seja novamente o homem com um plano. Figuras assim não se encontra em qualquer esquina, tampouco em qualquer álbum de figurinhas.
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