O resultado no San-São não foi melhor pela falta de capacidade do Tricolor de finalizar as chances criadas e por uma falha de marcação em uma cobrança de lateral santista. Na melhor oportunidade são-paulina, Chavez não aproveitou a ótima jogada de Cueva e desperdiçou o empate sozinho na frente de Vanderlei, aos 39 minutos do segundo tempo.
Três volantes e Robson

São Paulo começou com três volantes no clássico
Ricardo Gomes escondeu o time titular com treinos fechados durante a semana e surpreendeu ao optar por Robson no lugar de Kelvin no ataque. O técnico manteve o esquema com três volantes, usou Carlinhos na linha de meias, posição em que ele se destacou contra o Sport, e deixou Cueva no banco – ele defendeu a seleção peruana na derrota por 2 a 1 para o Chile, em Santiago, na última terça-feira.
No primeiro tempo, o domínio Tricolor foi claro. O Santos teve a perigosa cabeçada de Copete após cruzamento de Ricardo Oliveira. E só. Robson, Buffarini e Chavez ameaçaram, mas pararam no goleiro Vanderlei ou na falta de pontaria.
Aos 30 minutos do primeiro tempo, Ricardo Gomes perdeu Carlinhos com uma fisgada na coxa esquerda – ele fará exames e será reavaliado nesta sexta-feira. O técnico tirou um jogador com característica de armação e optou por Kelvin, um ponta velocista, no seu lugar.
Falha de marcação e cinco na frente

Hudson, Mena e Kelvin posicionados para marcar Lucas Lima e Jean Mota na jogada do gol do Santos (Foto: Reprodução)
Veio o segundo tempo e o gol relâmpago do Santos, com Copete. A jogada é originada em uma falha de marcação na cobrança de lateral de Victor Ferraz. Mena, Hudson e Kelvin estão posicionados para marcar Jean Mota e Lucas Lima (veja na imagem).
Jean Mota passa por trás de Kelvin. Em vez de se posicionar atrás do santista, o são-paulino fica na sua frente e o permite receber a bola. A falha do atacante são-paulino inicia uma série de erros em efeito dominó.
Hudson é obrigado a sair da marcação de Lucas Lima e tentar parar Jean Mota, mas o santista faz o passe. Vendido entre fazer a cobertura e dar combate, Buffarini dá um carrinho em vão para desarmar o camisa 10, mais ligeiro no passe para Copete. Completamente livre, ele tem espaço para dominar, ajeitar o corpo e finalizar de pé esquerdo, vencendo o carrinho de Maicon e a defesa de Denis.
Atrás no placar, o São Paulo manteve a postura de pressão ao Santos. Cueva ganhou a vaga de Wesley, muito vaiado pela torcida, e melhorou o setor de criação. Depois, Jean Carlos substituiu Hudson em uma tentativa final de Ricardo Gomes.
Assim, o Tricolor passou a ter cinco homens na frente: Cueva, Jean Carlos, Robson, Kelvin e Chavez. Thiago Mendes, volante de características mais ofensiva, virou o único homem de contenção do meio de campo (confira como o time terminou em campo no campinho).
Na pressão, o Tricolor chega ao gol de empate, aos 32 minutos da etapa final, mas em lance de impedimento bem marcado pela arbitragem. Cueva, Mena e Robson participam da jogada anulada pelo lado esquerdo.
O próprio Cueva ainda criou a melhor oportunidade do Tricolor em todo o clássico, mas Chavez errou o alvo. E o São Paulo acumulou a quinta derrota em oito clássicos no ano – foram dois empates e uma vitória nas outras partidas.

São Paulo terminou com cinco no ataque