A exibição não foi vistosa como no último domingo, contra o Figueirense, mas o São Paulo fez o suficiente para bater o Cruzeiro, na última quinta-feira, no Morumbi, e, pela primeira vez no Campeonato Brasileiro, conquistar duas vitórias consecutivas. A equipe que no final da semana passada estava pressionada, a apenas um ponto da zona de rebaixamento, hoje comemora o fato de estar seis à frente do grupo das piores equipes da competição.
O São Paulo teve comportamentos distintos nas duas etapas do jogo. No primeiro tempo, controlou o jogo e não deu espaços ao adversário. Alternando os esquemas (4-3-3 quando atacava e 4-5-1 quando defendia), a equipe tinha posse de bola, criatividade nos pés de Cueva e dois laterais que tinham comportamentos diferentes, mas eficientes.

No primeiro tempo, quando atacava, São Paulo atuava praticamente no esquema 4-3-3 (Foto: GloboEsporte.com)
Pela direita, Buffarini foi praticamente perfeito na marcação, mas foi tímido no apoio ao ataque. Pela esquerda, Mena foi presença constante na frente, onde fez boas triangulações com Thiago Mendes e Cueva. Outro fator a ser destacado é a participação de Wesley. Ele entrou na vaga de João Schmidt e, além de dar a sua contribuição na marcação, deu ao time mais força ofensiva. Tanto que, antes de marcar o único gol da partida, aos 42 minutos, ele já havia obrigado Rafael a fazer boa defesa em chute de fora da área.
A atuação no primeiro tempo foi tão boa que o Cruzeiro só levou perigo quando Rodrigo Caio errou um desarme e quase marcou contra por cobertura. No mais, só o Tricolor jogou.
O que estava controlado na etapa inicial fugiu do controle no segundo tempo. O Cruzeiro mudou sua postura. Primeiro, adiantou seu meio-campo e acabou com a facilidade que o São Paulo tinha para tocar a bola. Cueva passou a ser vigiado de perto e não levou mais perigo. A bola que chegava ao fácil ataque sumiu, apesar dos gritos insistentes de Ricardo Gomes no banco de reservas.
A situação ficou ainda mais difícil para o Tricolor quando Mano Menezes colocou Ezequiel na lateral-direita do Cruzeiro, ocupando o lugar de Lucas. Com vocação ofensiva, ele passou a complicar a vida de Mena, que ficou sobrecarregado na marcação, já que Cueva demonstrava cansaço. Ricardo Gomes agiu rápido: sacou o meia peruano e colocou Carlinhos, que bloqueou os avanços do rival pelo lado esquerdo da defesa são-paulina.
Mano Menezes fez mais duas mudanças e colocou seu time ainda mais à frente, buscando o empate. Mas o Tricolor teve a chance de matar o jogo aos 41, quando Manoel deu um soco em Chavez dentro da área, cometeu pênalti e foi expulso. Na cobrança, o atacante argentino praticamente recuou para o goleiro do Cruzeiro.
No minuto seguinte, um enorme susto: Alisson avançou livre pela direita e, cara a cara com Denis, bateu cruzado, obrigando o camisa 1 a fazer boa defesa.
. No fim, festa do time que, quando jogou melhor, soube transformar sua superioridade em gol.