Dirigente admite que relação próxima do SP com organizadas foi prejudicial

José Jacobson Neto ressalta que clube rompeu relação em julho após organizadas promoverem batalha no entorno do Morumbi, e pede que Tricolor não as patrocine

Fonte SPORTV
Invasão da torcida ao CT da Barra Funda aconteceu no último sábado (Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo)
A invasão ao centro de treinamento do São Paulo, na Barra Funda, no último sábado, agravou uma crise que o clube já vivia desde o ano passado. Só fez piorar. Mas também levantou questões como a que surgiu no Seleção SporTV desta segunda-feira, com a participação, por telefone, do diretor de futebol tricolor José Jacobson Neto. Ele admitiu que a proximidade com torcidas organizadas do São Paulo culminou também no ocorrido e que, apesar do rompimento no início do mês passado, é preciso ficar alerta para que a relação não se restabeleça no futuro.
- (Relação entre clube e organizadas terminou) desde o dia 8 de julho. Depois daquele evento depois do jogo do dia 6 com o Atlético Nacional, que vocês sabem bem o que aconteceu no entorno do estádio do Morumbi, nós nunca mais fizemos mais nada. Se errávamos lá atrás, agora não erramos mais. Da parte desta diretoria do São Paulo, e espero que das demais diretorias que virão pela frente, que jamais a gente volte a patrocinar com qualquer espécie, com ônibus ou com ingresso, ou assim por diante. Se isso fosse uma inverdade, eles não teriam invadido e depredado nossas instalações - disse o dirigente.
O ocorrido citado no Morumbi aconteceu no dia 7 de julho, do lado de fora do estádio, após a derrota do São Paulo por 2 a 0 no primeiro jogo das semifinais da Libertadores, contra o colombiano Atlético Nacional. Integrantes de organizadas transformaram as ruas do entorno do Morumbi num campo de batalha com a polícia.
Questionado se o rompimento teria gerado retaliações, José Jacobson Neto citou um possível incitamento da oposição política no clube, e pediu mais uma vez um estado de alerta para que a relação entre organizadas e clube se mantenha distante.
- Não sei. Isso é muito subjetivo, falam também que a oposição do São Paulo é quem está incitando. Também não tenho dúvidas que pode estar havendo, só não sei nomes, mas pode estar havendo. Se esses torcedores colocassem a cabeça para funcionar, eles entrariam para o sócio torcedor, entrariam no estádio torcendo para o São Paulo, criticando e aplaudindo, mas isso infelizmente a gente sabe que foge ao nosso controle. A partir do dia 8 de julho acabou, não temos mais nada e aí a gente espera que vocês da imprensa, Ministério Público, poder público, e assim por diante, continue lembrando a gente que não podemos nunca mais voltar a fazer esse tipo de coisa.
O dirigente do São Paulo ainda garantiu que o São Paulo irá às últimas consequências na busca pelos responsáveis pelo que aconteceu no centro de treinamento no último sábado.
- Desde o primeiro momento fizemos a denúncia à autoridade policial, no sábado mesmo, e a autoridade policial já está conduzindo o inquérito. Agora estamos oficiando o Dr. Paulo Castilho, do Ministério Público (de São Paulo), Dra. Margarete (Barreto, delegada da Polícia Civil), que cuida muito disso zelosamente no estado de São Paulo. Enfim, vamos até as últimas consequências. O que aconteceu é inadmissível, é inaceitável. A intolerância aos resultados é normal, é perfeitamente legítimo, agora, a forma como fez com incitamento e tudo mais ao crime, isso tem que ser apurado até as últimas consequências.
José Jacobson Neto ainda questionou a ausência do Batalhão de Choque no momento da invasão, e afirmou que policiais teriam estado no CT antes e depois do ocorrido.
- Essa turma, esses meliantes, já havia programado que estariam no CT no sábado, e nós oficiamos o (Batalhão de) Choque, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, que confirmou que estaria presente e esteve presente. Chegou inclusive antes da polícia da região, e depois os policiais do Choque foram embora, mas não sei o motivo. Foi isso o que aconteceu. Os portões estavam fechados, a turma que entrou fez o que chamamos de "cavalo doido", empurraram e aí o portão não conseguiu segurar. E quem estava comandando o entra e sai eram os policiais militares da região. Nós não pudemos fazer nada. O São Paulo Futebol Clube foi vítima desse evento (...). Desconheço (o fato de o Choque ir embora), foi muito estranho. Fizemos oficialmente por escrito para o comando do Choque e o serviço diário veio também, os dois vieram, só que o Choque que é especialista em contenção em dispersão dessas pessoas, e não sabemos por quê motivos saíram e depois voltaram, depois de terem invadido - concluiu.
A Polícia Civil paulista instaurou inquérito nesta segunda-feira para investigar a invasão ao CT do São. O clube relatou furtos de materiais esportivos e agressão a atletas. Pelo menos três torcedores que participaram da invasão foram nesta tarde no Drade (Delegacia de Repressão a Delitos de Intolerância Esportiva) para depor. Representantes do clube também são aguardados para entregar o material que reuniram, com imagens do circuito de câmeras do CT, à delegada Margarete Barreto, responsável pela investigação.

José Jacobson garantiu que clube irá às últimas consequências (Juca Pacheco / saopaulofc.net)
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