Ney Franco x Rogério Ceni: Entenda as entranhas da crise no São Paulo

Fonte UOL/Blog do Birner
De Vitor Birner
Rogério Ceni ficou feliz quando Ney Franco foi contratado.
Apreciava os trabalhos do treinador e havia se livrado de Émerson Leão, de quem, por justíssimas razões, não gosta.
A admiração do goleiro durou alguns meses.
Ceni é do tipo viciado em trabalho. Se trata de um obstinado pelo que faz.
Ninguém pode questionar o tamanho da dedicação do são-paulino.
É conhecido por se esforçar até mais que atletas jovens, que não possuem história vencedora no futebol ou estão em condição financeira privilegiada, no trabalho diário.
Ney Franco, segundo alguns atletas, muitas vezes não participava dos treinamentos.
Éder Bastos, o auxiliar dele, era quem assumia tal responsabilidade.
A quantidade de ausências do técnico incomodou o goleiro e alguns boleiros.
É fundamental, para você realmente entender a situação e enxergá-la como algo da vida real, não de novela, ressaltar alguns pontos:
Rogério Ceni está no São Paulo faz mais de 20 anos. Contribuiu muito para a história do clube.
Como acontece em qualquer empresa, a palavra de quem possui tal currículo tem grande peso.
Profissionais neste patamar da carreira costumam ser ouvidos.
Assim também são as coisas no CT da Barra Funda.
O que o camisa ‘um’ diz sempre reverbera bastante lá.
Tudo que o Rogério Ceni faz, ele imagina ser o melhor para o São Paulo. Não questiono a intenção dele.
Quando externou, intramuros, a insatisfação com o trabalho do treinador, ele acreditava que aquilo seria bom para o time.
Mas, na minha opinião, se equivocou ao reclamar.
No fim das contas, a única coisa que importava era se a equipe estava sendo bem trabalhada no dia a dia, não quem fazia o quê.
Mas este é o jeito de Ceni.
O mesmo que o tornou construtivo na maioria das atitudes, além de ídolo, vencedor e merecedor de toda espécie de reverência por parte da nação são-paulina.
Rogério Ceni, apesar de ser o mito do gol do São Paulo e uma lenda vida entre as quatro linhas, acima de tudo, como todos nós, se trata de mais um ser humano.
Eu, tu, ele, nós, vós, eles…. Todos falham.

Na hora de lidar com o Ney Franco, o goleiro, na minha avaliação, contribuiu para o aumento da crise.
Acho que não percebeu isso e provavelmente ainda deve discordar deste blogueiro.
Respeito a opinião dele.
Na parte tática e técnica, Ney Franco fez bom trabalho e apenas isso deveria ter sido o bastante, independentemente da forma que trabalhava.
O treinador, o goleiro e o time, na atual temporada, sucumbiram diante dessa situação, do mimo e irresponsabilidade de Luis Fabiano, da indisciplina de Lúcio, das reclamações de Fabrício…
Os pilares da equipe não sustentaram nada. Passavam boa parte do tempo indignados com as ausências do técnico, segundo, repito, o que eles comentam.
Obviamente, tudo isso gerou problemas no ambiente do CT e os resultados ficaram aquém dos possíveis.
O próprio treinador também não conseguiu lidar com a situação.
Basta lembrar da entrevista coletiva na qual reclamou dos erros de passe dos atletas.
Dizer aquilo não ajudou absolutamente nada, apesar de ser verdade, pois a transição de bola da defesa ao ataque, com ela no chão, era e continua sendo um dos maiores problemas do time.
A crise, como os bons entendedores podem reparar, engoliu diversos personagens de ambos os lados.
Deve ser bem difícil trabalhar no ambiente com tantos problemas, ainda mais sendo obrigado a se concentrar (almoçar, jantar, treinar, viajar) junto com os companheiros de labuta.
Sobre a fritura de Ganso, citada por Ney Franco, digo que Ceni, se mexeu nesse vespeiro, (não tenho tal informação), não se enganou.
O meia precisa ser mais ambicioso. Muricy, por exemplo, comenta isso publicamente.
A questão, de novo, é se o fato de Ceni ter falado o que pensava realmente foi útil ao São Paulo.
Cobranças construtivas entre os jogadores, olhando um na cara do outro, são normais e necessárias.
O diz que diz pelas costas, ao contrário, pode ser ruim.
Neste caso, não tenho, por falta de informação, opinião formada.
Hoje, Ceni está se dedicando bastante para tirar a equipe da crise. Tem enorme respeito por Autuori.
Nas partidas contra Bayern, Milan e Benfica foi o melhor atleta do time.
O passado serve para ensinar quem deseja aprender. Não há como revivê-lo, seja a parte boa ou a ruim do mesmo.
Os seres humanos só podem viver o presente e tentar construir o futuro.
Espero que todas as pessoas no São Paulo, inclusive jogadores, coordenador técnico, situacionistas, oposicionistas e outros em funções diferentes, compreendam isto.
Especialmente, ressalto, os cartolas que estão no poder e os que desejam ocupá-lo.
Ninguém é maior ou mais importante que a instituição, sua camisa, história e a torcida de verdade (não os modinhas).
A mesma regra vale para todos os grandes clubes do planeta.
Observação
Excluo os modinhas do pacote porque moda é sazonal. Não recrimino quem segue modas do futebol, é um direito de cada cidadão viver como quer e ter sua maneira de se divertir, mas também não admiro.
Antes de pegarem no meu pé, aviso que não há um time de massa, em boa fase, sem modinha torcendo por ele.
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