Na fase em que está e na crise que vive, ocupando um dos lugares da zona da degola, não é preciso muito para que o São Paulo respire ares de esperança. E assim foi nesse empate de zero a zero com o Corinthians, em que o tricolor entrou muito mais para se defender, interrompendo uma assustadora série de oito derrotas consecutivas.
Daí que houve reclamação de Émerson “Sheik” que protestou contra o fato de o adversário “se defender com oito ou nove jogadores, pois aí fica difícil”. Ah, caro Sheik, não se esqueça, então, de quem tem sido difícil durante todo o Campeonato Brasileiro, quando nem todos os inimigos jogaram na retranca: o Corinthians, simplesmente, tem o pior ataque da competição (seis gols marcados em 9 jogos), pois foi superado pelo Náutico, que marcou três no Inter e agora tem sete gols.
Muito pouco.
E então, neste momento em que se analisa com espanto a fase do São Paulo, não deixa de ser igualmente surpreendente o pífio rendimento ofensivo corintiano, mesmo tendo jogadores valorizados como Pato, o próprio Émerson Sheik, o centroavante Paolo Guerrero e meias (Renato Augusto, Romarinho, Danilo) que também podem balançar as redes. Ora, seis gols em nove jogos?
Há quem suspeite ser a ausência de Paulinho, volante que chegava de surpresa na área inimiga, um dos motivos do fiasco. Pode ser uma das causas. A outra, é a monotonia do esquema tático adotado, dois meias, dois atacantes, blábláblá, sem surpresas ou nada que faça o time menos previsível.
É um caso a ser estudado. Mas que não pode passar batido, em branco, como se nada estivesse acontecendo.
fotos : Luciano Borges ( Terra )