Presidente Juvenal Juvêncio coleciona problemas administrativos no São Paulo
Contratações equivocadas, demissões de profissionais competentes, falhas administrativas e perpetuação no poder. A derrota do São Paulo na última quarta-feira por 2 a 0 para o Corinthians e a perda do título da Recopa Sul-Americana são um reflexo da gestão do presidente Juvenal Juvêncio à frente do clube.
Orgulhoso pela conquista do tricampeonato brasileiro consecutivo entre 2006 e 2008, algo inédito até hoje para qualquer time do País, e pela estrutura de ponta construída para os jogadores em Cotia, Juvêncio perdeu a mão sobre a equipe. E não é de hoje. A queda diante do arquirrival apenas evidência o problema.
Paulo Autuori chegou ao São Paulo há uma semana. Antes dele, outros seis treinadores passaram pelo clube em quatro anos sem conseguir fazer bons trabalhos. Muricy Ramalho, o último que foi vitorioso, foi mandado embora por conta de um desgaste com a diretoria e por falhar sucessivamente na Copa Libertadores, principal obsessão tricolor.
Campeão continental e mundial com os são-paulinos em 2005, Autuori é visto como Juvêncio como o salvador. “Se ele tivesse aceitado meu convite antes, eu não seria tão criticado”, disse o presidente. Mas, como não se faz um omelete sem ovos, não se faz um grande time sem um elenco competente e bem preparado.
Diante do Corinthians, ficou claro que o time do Morumbi tem preparo físico pior do que o adversário, algo notado inclusive por Autuori, mesmo que o técnico tenha preferido não comentar “por questões éticas”. Coincidência ou não, a gestão Juvêncio mandou embora o preparador físico Carlinhos Neves, o fisiologista Turíbio Leite e o fisioterapeuta Luiz Rosan, idealizador do Reffis (Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica).
Contratações que não vingaram são outro grande problema da atual administração são-paulina. Casos como o do zagueiro Rhodolfo, dos laterais Juan e Bruno Cortez, que chegaram como boas apostas. Ou, em casos de investimentos muito maiores, Lúcio, Paulo Henrique Ganso e Luis Fabiano, que custaram milhões aos cofres tricolores e não vingaram.
Todas estas situações acontecem pela perpetuação do presidente no clube. No comando do clube desde 2006, Juvêncio está em seu terceiro mandato consecutivo. Para este último, alterou o estatuto são-paulino para poder concorrer e se reeleger. Qualquer semelhança com Alberto Dualib no Corinthians e Mustafá Contursi no Palmeiras não é mera coincidência.
O resultado de tudo isso é o jejum de títulos desde 2008, quebrado somente pela conquista da Copa Sul-Americana no ano passado. Mas mesmo este não possui o mesmo valor de um Brasileirão ou de uma Libertadores. Outra consequência é o natural enfraquecimento da equipe, que, como alertou Luis Fabiano na última quarta-feira, já tem que pensar em não ser rebaixada à Série B.
Derrota na Recopa expõe falhas da gestão de Juvenal Juvêncio no São Paulo
Queda por 2 a 0 para o Corinthians evidencia política de contratações equivocadas, demissões de profissionais competentes, falhas administrativas e perpetuação no poder
Fonte IG
18 de Julho de 2013
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