O São Paulo passou os últimos oito anos sonhando com a volta de Paulo Autuori. Em grande parte, por culpa do que aconteceu em 14 de julho de 2005. O treinador comandou a equipe na conquista da Taça Libertadores, no Morumbi. A vítima foi o Atlético-PR. Exatamente na mesma data, mas em 2013, ele reestreia pelo Tricolor, em ocasião bem mais modesta. Enfrenta o Vitória, às 16h, no Barradão, pelo Brasileirão.
A lembrança da goleada sobre o Furacão embala o sonho do torcedor com dias melhores. Também é doce para os jogadores dirigidos por Autuori naquela noite fria, na capital.
“Em momento algum, ele passou nervosismo aos jogadores. Fez parecer que era uma partida normal. Não parecia ser uma final de Libertadores”, conta o ex-lateral Júnior, que já havia conquistado o torneio em 1999, pelo Palmeiras.
O time atual é bem diferente, claro. Rogério Ceni é o único remanescente de 2005. O São Paulo de hoje trouxe Autuori de volta porque precisa de afirmação. Os resultados com Ney Franco não apareceram.
“Quando o clube vive situação difícil, precisa de um treinador que mantenha a calma. Paulo é assim”, emenda Júnior.
O time do 14 de julho de 2005 era cheio de gente experiente, que não se perturbou nem sequer quando o rival teve a chance de empatar a final em um pênalti — e a desperdiçou. O ataque, por exemplo, tinha Luizão e Amoroso, ambos com passagens pela Europa.
“São lembranças indescritíveis. Não é apenas falar da decisão. O Paulo soube levar o grupo durante todo o torneio. Deu moral mesmo nos momentos das críticas”, fala Amoroso.
outra época/ O retrospecto dos elencos também é bem diferente. Quando chegou, em 2005, Autuori pegou um time que, naquele mesmo ano, havia sido campeão paulista. Assumiu porque Emerson Leão saiu para trabalhar no Japão.

Hoje, vem para contornar a crise. Internamente, Ceni está descontente. O time perdeu as quatro últimas partidas no Morumbi. “Ele vai conseguir contornar isso. É um grande treinador”, elogia Amoroso.