O veto da diretoria do São Paulo à volta de Muricy Ramalho é estritamente político. E isso não diz respeito apenas à péssima relação do técnico com o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, possível candidato à presidência pelo grupo de Juvenal Juvêncio em abril do ano que vem.
Muricy também é visto pela diretoria tricolor como muito ligado a Marco Aurélio Cunha, ex-superintendente de futebol são-paulino e principal ameaça à vitória do grupo da situação na eleição. Marco Aurélio deverá lançar a candidatura pela oposição até o mês de outubro.
O temor de Juvenal Juvêncio é que bons resultados do time sob o comando de Muricy sirvam de propaganda política para Marco Aurélio — os dois são amigos desde os tempos em que o treinador ainda atuava como jogador, no próprio Tricolor.
