Ao demitir Ney Franco, a direção do São Paulo, em período pré-eleitoral, atendeu a torcedores, sócios e conselheiros. Porém, a cúpula do clube desconfia de que realizar a segunda parte do desejo popular e trazer Muricy Ramalho é uma roubada.
Não só pelo preço do ex-santista, que recebia R$ 700 mil mensais, mais do que o do que Ney Franco (cerca de 300 mil) e Paulo Autuori (R$ 250 mil) ganhavam juntos. Os cartolas suspeitam que Muricy não é mais eficiente como outrora. Seus últimos resultados no Santos estão aí pra isso.
Também pesa o pavor de que ele não aproveite as categorias de base à altura dos R$ 18,7 milhões gastos em Cotia no ano passado. Seria colocar munição na arma da oposição na eleição de abril.

Juntando as pontas, Juvenal Juvêncio e seus homens de confiança temem agradar a plateia com Muricy agora e daqui a alguns meses terem que demitir mais um treinador e passar por tudo de novo. Seria suicídio político.