Reestruturação. Não existe palavra melhor para definir o momento de São Paulo e Santos, rivais no clássico deste domingo, às 16h (de Brasília), no Morumbi, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Tricolores e alvinegros começaram o torneio entre os favoritos - um com estrelas como Ceni, Luis Fabiano e Ganso, o outro com o maior craque dos últimos tempos no país (Neymar).
Mas a expectativa se transformou em preocupação. Ney Franco caiu por não fazer o São Paulo engrenar, Muricy Ramalho foi demitido por não dar padrão ao Santos mesmo quando ainda tinha Neymar à disposição, e agora os dois clubes lutam por vida nova, sob a direção de interinos - Milton Cruz lidera o Tricolor, Claudinei Oliveira comanda o Peixe.
Curiosamente, o nome mais cotado para assumir o São Paulo é o do próprio Muricy - Paulo Autuori também está no páreo. No Santos, Ney Franco foi especulado, mas já descartado pela diretoria, que flertou com os argentinos Marcelo Bielsa e Gerardo Martino, sem sucesso.
Se vencer e contar com outros resultados, o Tricolor poderá fechar a rodada no G-4. Já o Peixe luta para se afastar da zona do rebaixamento.
O duelo será transmitido para todo o Brasil pelo canal PremiereFC. O GLOBOESPORTE.COM acompanhará o confronto em tempo real, com vídeos exclusivos, a partir das 15h30.

São Paulo: Milton Cruz resolveu fazer mistério e só vai divulgar a equipe momentos antes da partida. A tendência é que ele mantenha a base, precisando definir apenas entre Paulo Henrique Ganso e Aloísio. Se o primeiro for o escolhido, o time atuará no 4-4-2. Com o segundo, a formação será o 4-2-3-1. Na lateral direita, Douglas está machucado. Dois jogadores brigam pela posição: Lucas Farias e Mateus Caramelo. O time deverá jogar com: Rogério Ceni; Lucas Farias (Mateus Caramelo), Lúcio, Rafael Toloi e Juan; Denilson, Rodrigo Caio, Jadson e Paulo Henrique Ganso (Aloísio); Osvaldo e Luis Fabiano.
Santos: em relação ao time que bateu o Atlético-MG em junho, duas novidades: Rafael, de saída do Peixe, não foi relacionado e dá lugar a Aranha. Já no meio-campo, Pedro Castro deixa o time para o retorno de Montillo. Assim, o Alvinegro vai para o clássico com: Aranha; Galhardo, Gustavo Henrique, Durval e Léo; Arouca, Leandrinho, Cícero e Montillo; Neílton e Willian José.

São Paulo: Douglas (lesão no ligamento colateral medial do joelho direito).
Santos: Edu Dracena (recupera-se de uma tendinite), Victor Andrade (retoma a forma física após operar as amígdalas e corrigir um desvio de septo), Neto (foi submetido a artroscopia para tratar uma lesão na cartilagem do joelho esquerdo) e Rafael Cabral (negocia saída para o Napoli, poupado).

São Paulo: Denilson, Lúcio, Luis Fabiano e Wellington.
Santos: Durval.

Raphael Claus (SP) apita o jogo, auxiliado por Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) e Celso Barbosa de Oliveira (SP). O árbitro já atuou em dois jogos deste Brasileiro: Internacional 2 x 0 Criciúma e Vasco 2 x 0 Atlético-MG. Ele tem média de 2,5 cartões amarelos aplicados e já marcou 53 faltas. Não expulsou ninguém e ainda não deu pênalti na competição. O campeonato tem média de 4,3 amarelos, 0,2 vermelho, 32,9 faltas e 0,2 pênalti por partida.

São Paulo: nas primeiras cinco rodadas deste ano, marcou o dobro de gols e sofreu a metade em comparação com o adversário. É a quinta equipe que mais bolas roubou (81). O São Paulo tem o quinto melhor ataque, com mais finalizações (70) e finalizações certas (27). Ainda é o quarto menos flagrado em impedimentos. É provável que o desempenho só não seja maior porque foi o time que mais faltas sofreu (106) e mais cartões amarelos (16) puxou para os adversários.
Santos: começou o campeonato como um time bonzinho, o que menos faltas cometeu (62). Pode ser por organização tática, mas ao mesmo tempo foi a segunda equipe que mais finalizações sofreu (46) e a quarta que mais finalizações certas sofreu (17), apesar de ser o segundo time que mais deixou adversários em impedimento. Com quatro gols marcados em cinco jogos, foi a terceira equipe que menos defesas difíceis exigiu dos goleiros adversários. É a sétima equipe que mais sofre faltas, mas a quinta que menos cartões amarelos puxou para os adversários.

A equipe do São Paulo venceu o Santos por 1 a 0, no Morumbi, valendo pela fase única do Campeonato Brasileiro de 2004. Grafite foi o nome da partida, marcando o único gol. Com este resultado, o São Paulo quebrou uma escrita de cinco jogos sem vencer em confrontos contra o adversário na competição.