Juvenal Juvêncio encurralado por causa da eleição. A pressão é insuportável para que troque Ney Franco por Muricy Ramalho. O Santos espera Ney cair para contratá-lo. Tudo só depende de Juvenal…

Fonte R7/Cosme Rímoli
O quadro está desenhado.
Reuniões no Morumbi e na Vila Belmiro detalharam o cenário.
Muricy Ramalho volta ao São Paulo.
Ney Franco vai para o Santos.
Fica exorcizado o fantasma Marco Aurélio Cunha.
A situação faz seu presidente.
Tudo depende apenas de uma pessoa.
Juvenal Juvêncio, o presidente que age como dono do clube.
Sua teimosia já travou muito o São Paulo.
O relacionamento entre Ney Franco e os jogadores está desgastada.
Rogério Ceni, Lúcio, Ganso e agora Aloísio.
São os jogadores que mostraram seu descontentamento.
Já perceberam que em caso de problemas, ele repassa a culpa ao time.
Ney perdeu de vez a parceria ao dar sete cabeças na eliminação da Libertadores.
Seu auxiliar Éder Bastos comanda vários treinamentos.
E também tem péssimo relacionamento com os atletas.
Exige respeito e age como se fosse o técnico.
Com cobranças até mais duras.
Por uma grande coincidência, Ney completa hoje um ano de São Paulo.
Mas ninguém tem motivo para lhe dar os parabéns.
O clima é de demissão imediata.
Além da teimosia de Juvêncio, o diretor Adalberto Baptista tem grande culpa.
Ele acreditava que a hora era de mostrar força.
Não ceder à pressão, não trocar o treinador.
O empresário perdeu credibilidade entre os jogadores na Libertadores.
Preferiu participar de uma prova automobilística na Europa.
E não se importou com pressão que o time sofria na Bolívia.
Os atletas não o perdoam até hoje.
Perdeu a intimidade dos vestiários.
As queixas contra ele caíram nos ouvidos de Marco Aurélio Cunha.
E o fortaleceram na oposição.
Deram-lhe coragem para sair candidato à presidência.
Para dar um basta em toda essa confusão, surge Muricy Ramalho.
O treinador que foi derrubado pelo vice Carlos Augusto Bastos e Silva.
Leco entrou em sério conflito com ele quando teve a porta dos vestiários fechada.
O treinador não queria nos dias de jogos dirigentes tirando a concentração dos atletas.
Leco viu na atitude uma quebra de hierarquia.
E passou a trabalhar contra ele.
Não levou em consideração o tricampeonato brasileiro.
E sim as sucessivas eliminações da Libertadores.
Cobrou de Juvenal a fraca postura do time na mais desejada competição.
Acabou Muricy sendo demitido em 2009.
A sua saída seria vexatória.
Articulada por seus inimigos no clube.
Deveria ser anunciada ao mesmo tempo em que Ricardo Gomes seria apresentado.
Por pura sorte, Muricy descobriu e exigiu de Juvenal mais respeito.
Foi primeiro demitido e depois, Ricardo Gomes ganhou seu cargo.
Leco foi quem escolheu Ricardo, homem viajado, fluente em francês, refinado.
Mas desde a saída de Muricy, o clube não teve paz.
Até porque o ex-treinador teve sucesso fora do clube.
Só fracassou no tumultuado Palmeiras.
Foi campeão brasileiro no Fluminense.

Não assumiu a Seleção porque não quis.
Saiu Ricardo, vieram Sérgio Baresi, Carpegiani, Adilson Batista e Leão.
Até que o cargo caiu no colo de Ney Franco no dia 5 de julho de 2012.
Marin o liberou da coordenação da base da Seleção Brasileira.
O deixou assumir o São Paulo porque desejava a demissão de Mano Menezes.
Ney Franco conseguiu dar padrão ao time no segundo semestre do ano passado.
Depois de Leão, até um jogador de playstation daria.
A equipe, no entanto, ficou muito dependente de Lucas.
O atacante viveu sua grande fase na Copa Sul-Americana.
Veio o título, Ney Franco parecia que embalaria.
Mas entrou o ano e houve a necessidade escalar Paulo Henrique Ganso.
Embora contratado em setembro de 2012 não entrou de imediato.
Precisava entrar em forma.
Ney estava mais do que contente com Jadson.
Não queria o lento meia santista no seu esquema.
O segurou de fora o quanto pôde.
Contudo não suportou a pressão de Juvenal Juvêncio.
Era para arrumar um lugar no time para o meia de R$ 24 milhões.
Contrariado, Ney sabia que sua equipe perderia agilidade, velocidade.
Foi o que aconteceu.
Parte do fracasso do time na Libertadores se deve à esta imposição.
Pelo menos para Ney Franco.
A pressão foi se avolumando.
Juvenal soube da imensa desilusão do técnico quando Vargas foi para o Grêmio.
Tentou compensar com Wallyson, Aloísio, Roni.
Mas Ney nunca se entusiasmou.
Os fracassos no Paulista e Libertadores o balançaram.
Ele sabia que a Recopa seria fundamental para sua sobrevivência.
O Corinthians é hoje o adversário que mais perturba o São Paulo.
Desde as brigas com Andrés Sanchez, a perda da abertura da Copa para o Itaquerão.
Qualquer chance de confronto é levada a sério.
Principalmente valendo um título internacional.
E já veio a derrota por 2 a 1 jogando no Morumbi, com 90% de são-paulinos.

A decisão é no dia 17 em pleno Pacaembu, com 90% de corintianos.
O clima ontem no Morumbi apontava para que Ney Franco não chegaria nesta decisão.
A sua demissão está por um fio.
Para piorar as coisas, Muricy Ramalho se ofereceu ao clube.
Em entrevista ao Lance! resumiu como seria a negociação de volta ao São Paulo.
"É dois minutos."
Ou seja: chamou, assumiu.
Postura muito diferente ele teve ao ser sondado pelo Grêmio.
Empresários garantem que o treinador pediu perto de R$ 1 milhão.
E avisou que deveria tratar da diverticulite no final do ano.
Ele era a primeira opção depois da demissão de Luxemburgo.
Antes mesmo de Renato Gaúcho.
A manhã de sexta-feira começa tensa no Morumbi.
Com muitas informações desencontradas.
Ney Franco nunca esteve tão perto da demissão.
E tão sem apoio.
O diretor Adalberto Baptista já deixou de ser seu defensor.
Principalmente depois de, mais uma vez, Ney repassar a culpa dos fracassos.
Expor seus jogadores, em nova demonstração de falta de lealdade.
Juvenal está sendo pressionado a demitir o técnico.
Pelo fraco trabalho, pela postura.
Também pela sucessão.
A eleição será em abril de 2014.
Mas já começa a ser decidida desde já.
Leco ainda precisa ser convencido a aceitar de novo Muricy.
Isso trava o processo.
Faz com que o clube perca tempo.
E tempo é tudo o que o São Paulo não tem.
Porque quer garantida uma vaga na Libertadores de 2014.
Para tumultuar ainda mais o processo, o clube negocia com Jonas.
O atacante que Juvenal quer.
Até para acabar com a dependência de Luís Fabiano.
Neste processo todo só há uma certeza.
O São Paulo mudou demais.
Está longe de ser um dos clubes mais organizados da América do Sul.
Perdeu o rumo depois de sete anos de Juvenal como presidente...
Avalie esta notícia: 34 10
VEJA TAMBÉM
- VOCÊ TROCARIA? São Paulo volta a sonhar com Marino Hinestroza após interesse do Vasco em Arboleda
- O QUE VOCÊ ACHA BYD surge como favorita para assumir naming rights do Morumbi
- Vidente prevê resultado de clássico entre Corinthians e São Paulo! Confira a previsão!
- VAI PRA COPA? Coronel vive reviravolta no São Paulo e sonha com vaga na Copa do Mundo
- Corinthians x São Paulo: onde assistir, escalações para o Majestoso



Comentários

Nenhum comentario!
Enviar comentário
Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui.

Próximo jogo - Brasileiro

Dom - 18:30 - Neo Quimica Arena -
Corinthians
Corinthians
São Paulo
São Paulo
FórumEntrar

+Comentadas Fórum

Entrar

+Lidas Notícias

LogoSPFC.net
©Copyright 2007 - 2026 | SPFC.net