Eles foram os mais votados pelos jogadores tanto para melhor como para pior árbitro do país. PC, paulista de 39 anos, foi eleito o melhor nome no atual quadro de apitadores, seguido por Heber, paranaense de 40 anos, mas que pertence à Federação Catarinense. Já Heber venceu como juiz que menos agrada aos jogadores. E aí Paulo Cesar ficou em segundo.
Os dois se aproximam pela experiência. Ambos pertencem ao quadro da Fifa (Paulo Cesar desde 1999, Heber desde 2002) e se destacaram não só no Brasil, mas também no continente sul-americano, apitando jogos da Taça Libertadores da América. A última arbitragem do paulista foi no primeiro jogo da final do interior, entre Ponte Preta e Penapolense, enquanto Heber apitou a decisão do Catarinense, entre Chapecoense e Criciúma.
Ser protagonista, carregar o escudo da Fifa, traz visibilidade. E pode colocar holofotes sobre acertos e erros dos árbitros, como observa PC.

Paulo Cesar de Oliveira, novamente eleito o melhor pelos atletas (Foto: André Chaco / Vipcomm)
– Estou há bastante tempo na arbitragem e sei o quanto nosso trabalho é difícil. O nível de exigência e cobrança aumenta a cada ano, e estamos muito expostos por conta de tecnologia e repetição das decisões. Hoje conseguem mostrar um detalhe ou outro que não podemos observar – afirmou Paulo Cesar.
O caso de Heber Roberto Lopes na votação é bastante curioso: ele recebeu exatamente o mesmo número de votos para melhor e pior árbitro: 6,1% do total. A reportagem tentou entrar em contato com o juiz do quadro catarinense, mas não obteve sucesso. Sandro Meira Ricci, árbitro Fifa, que deve representar o Brasil na Copa do Mundo de 2014, aparece na quarta posição em ambos os rankings.
A pesquisa feita com os jogadores assegurava o anonimato do voto. Ainda assim, 61,8% dos atletas optaram por não indicar um nome para pior árbitro. De todo o questionário desenvolvido – que incluía perguntas sobre jogadores, torcidas, estádios, técnicos, entre outros fatores –, foi o quesito mais ignorado.
A rejeição é forte. Sete jogadores, em vez de citar um nome para pior árbitro, escreveram no papel: "Todos". Paulo Cesar, porém, acredita que a arbitragem brasileira ainda está entre as melhores do mundo.
– Os árbitros brasileiros são muito respeitados. Estou lá fora todo o tempo e posso dizer isso. A cada ano tem se tornado mais difícil, as avaliações físicas e o ritmo dos jogos exigem muito do árbitro. Em tempos passados, eu corria de sete a oito quilômetros por partida. Hoje, a média é de 11, 12 – completou.
Neste ano, até aqui, o caso que envolveu mais polêmica com arbitragem no Brasil foi a eliminação do Corinthians da Taça Libertadores da América. A atuação do árbitro paraguaio Carlos Amarilla no empate por 1 a 1 entre Corinthians e Boca Juniors foi duramente criticada pelo técnico Tite e pela diretoria do clube do Parque São Jorge, que consideraram o juiz culpado pela queda.