Revelado os bastidores do SPFC, os motivos da faltas de títulos e má administração, por Cosme Rimole
Você questiona o atual modelo de gestão do SPFC se concentra nas decisões de 240 conselheiros. Qual sua sugestão para melhorar a tomada de decisão no SP e voltar a vencer títulos?
Na verdade, a motivação do Sr. Leco e seus asseclas é exatamente desviar a atenção do problema maior que é a destruição do São Paulo Futebol Clube, promovida por eles. Não somente pela diretoria, mas pelo Conselho como instituição também. Veja que a deterioração do São Paulo é crescente, a diretoria é a mais incompetente que se tem notícia, os resultados são péssimos, mas o Conselho não faz nada. E não faz exatamente porque não interessa pessoalmente a maioria fazer, mesmo que o clube padeça com isso.
É óbvio que o Conselho do São Paulo tem grandes nomes, de grandes contribuidores à história do Clube. Isso é inegável. E eles devem ser homenageados, reverenciados e reconhecidos. Mas outra coisa é ser a peça chave no sistema político do SPFC. Os 240 Conselheiros elegem o Presidente. 160 deles são vitalícios. Ou seja, não existe a menor perspectiva de renovação no Tricolor.
Os outros grandes de São Paulo elegem seus presidentes diretamente pelos sócios. O São Paulo é o único que carrega ainda a eleição indireta porque ela interessa aos grupos atualmente no poder. Não existe oxigenação, é sempre mais do mesmo. E pior, é preciso apenas cooptar 121 pessoas para controlar toda a estrutura de poder do São Paulo, e a consequência disso são os ingressos distribuídos para conselheiros, os “aerolecos” levando conselheiros para passear na Argentina de graça, e outras coisas que são arquitetadas dentro do clube na tentativa de se angariar apoio político.
Minha sugestão é que a diretoria seja eleita pelo voto direto dos sócios e pelo voto de sócios torcedores qualificados pelo valor do plano (pelo menos metade da mensalidade do sócio do clube) e pelo tempo de plano (pelo menos três anos). Isso dentro do modelo atual de clube. Mas a crise que assusta o Sr. Leco pode ser uma oportunidade única de o São Paulo ser o primeiro clube brasileiro a virar uma empresa de futebol para valer, fora do controle do clube social como funcionam hoje a grande maioria dos clubes europeus. O clube social ficaria com 50% das ações, mas o controle estaria com investidores, que teriam uma diretoria efetivamente profissional e ações em bolsa que poderiam ser adquiridas pela torcida.
Avalio que o São Paulo poderia receber uma injeção de 1 bilhão de dólares se estruturasse esse modelo atraindo o interesse do mundo inteiro e obviamente fomentando uma nova administração com recursos para ganhar títulos por muitos e muitos anos. Isso, obviamente, só vai acontecer com uma imensa pressão da Sua Majestade, o Torcedor, porque é praticamente impossível que o Conselho, sozinho, abdique de seus privilégios pessoais, mesmo que isso se converta a favor do São Paulo Futebol Clube.
Pela sua experiência no mundo corporativo como vê o formato dos clubes associativos? E porque você colocou, em seu artigo, o problema da idade avançada dos conselheiros como um entrave para melhorias?
O formato dos clubes associativos não funciona para a realidade milionária do futebol de hoje. O estatuto do São Paulo, por exemplo, que o Sr. Leco julga ser um “grande avanço” é completamente inadequado para uma instituição que fatura 500 milhões de reais por ano, mexe com contratos milionários e tem 18 milhões de clientes cativos: os São-paulinos.
O clube associativo é feito para o convívio nas piscinas e quadras esportivas. Nesse modelo o quadro de uma diretoria com 20 a 30 cargos, do vice, do adjunto, etc, funciona porque é inclusivo para satisfazer a vaidade das pessoas, sem que elas tenham efetivamente muita obrigação de trabalho e/ou cobranças. O Conselho em um clube associativo também funciona. Um local de homenagens e de encontro daqueles que contribuíram por tanto tempo para o clube. Mas o São Paulo Futebol não é um clube como Paineiras, Paulistano ou o Pinheiros que o Sr. Leco frequenta. É uma potência do futebol mundial que está sendo gerido e administrado de forma amadora e política, o que é inadequado.
O Sr. Leco fala de “profissionalização”, mas o que existe é uma remuneração (bastante alta) para a Diretoria, incluindo ele. Ele fala de resultados para demitir o jovem Jardine, mas os mesmo resultados ruins não podem demiti-lo porque ele foi eleito. Ou seja, não existe profissionalização alguma.
O São Paulo fez uma parceria com uma revenda BMW e, ao invés de criar programas com os Sócios Torcedores ou mesmo sortear o carro em um jogo, com 50 mil pessoas angariando recursos para o clube, se preferiu utilizar o carro para uso dos diretores, incluindo aí o presidente. Um absurdo! A Diretoria do São Paulo deveria andar de carro próprio, ou de Uber.
Obrigado por me dar a oportunidade de abordar o ponto da idade avançada que o Sr. Leco também procurou utilizar como peça difamatória em seu artigo. Não há nenhum preconceito contra o idoso por sugerir que seja adotado um limite de idade para funções executivas, como é feito em todas as empresas que conheço como é feito no próprio exército onde os generais após certa idade vão para a reserva, etc. Diga-me qual empresa do Brasil que tem um presidente de 81 anos que não seja o dono da empresa?
O problema do Sr. Leco e do Conselho é que, infelizmente, a confrontação dessa realidade não lhes interessa, porque suprime seus sonhos de poder. Dos 240 conselheiros do São Paulo, 160 são vitalícios. Naturalmente, como todo mundo, eles envelhecem a cada dia, mas continuam lá até morrerem. E desse grupo acaba saindo o presidente eleito. E ninguém se aposenta como em qualquer outro lugar. Diferentemente do que o Sr. Leco diz ao me ofender, eu vou sim envelhecer com dignidade.
Se estiver vivo, aos 81 anos quero estar aposentado aproveitando o convívio de meus familiares, como a quase totalidade dos brasileiros, e vendo o São Paulo vencer jogos na TV e sendo campeão. É muito mais digno isso do que fazer como o Sr. Leco que privilegia a sua vaidade para dizer aos seus amigos do Pinheiros que é presidente do São Paulo, enquanto sua falta de capacidade e energia destrói a reputação e a esperança de 18 milhões de São-paulinos que veem o São Paulo menor a cada dia, no campo de jogo e fora dele.
E infelizmente, sem renovação, o Conselho do São Paulo continuará a produzir outros Srs. Leco, e o São Paulo outrora vencedor e exemplo de administração, se tornará cada vez mais um símbolo do atraso liderado por um grupo de amigos, que não querem nunca abdicar do poder.
Somente a torcida tricolor poderá mudar isso, pressionando pacificamente e insistentemente. O São Paulo vai mudar pela sua torcida, e não internamente pela sua política completamente falida.
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