12 anos sem Telê
Esse texto foi escrito ontem, no Facebook. Infelizmente, eu tive problemas na Net e não deu pra postar aqui...
Depois do ridículo empate em 0x0, com o futebol tenebroso, eu decidi republicar...
Em 21 de abril de 2006, falecia, aos 75 anos de idade mestre Telê Santana, o maior técnico da história do São Paulo Futebol Clube. E para muitos, eu incluso, o maior técnico brasileiro de todos os tempos.
Pelo menos, o Telê morreu em paz. Com a consciência tranquila que fez o seu melhor e o clube estava muito bem, mesmo sem ele.
Quando ele morreu, o São Paulo era o atual campeão mundial, título conquistado quatro meses antes, contra o Liverpool. Era o atual campeão da Libertadores e do Paulista também... Ou seja, o legado do Telê estava mais vivo que nunca.
Deus sabe o que faz! E não deixou que o Mestre, em seus últimos anos de vida, tivesse o dissabor de ver o absurdo que fizeram com o clube, em anos e anos de gestões fraudulentas, rasgação do estatuto e a perpetuação do poder dos presidentes incompetentes e ladrões. Como no episódio da gravação do Carlos Miguel Aidar, que até hoje não veio a tona.
Mestre Telê, lá do céu, vê com tristeza, a mediocridade dessa gente. E o que essa mediocridade produz como resultado.
Mestre Telê era adepto do futebol bonito e bem jogado. Era perfeccionista e cobrava dos jogadore e exigia o melhor, sempre. Qualquer um treinado por ele, pode confirmar isso.
Infelizmente, o que se vê hoje no São Paulo Futebol Clube, esse futebol retranqueiro e milonhgueiro a la Uruguai/argentina, é somente uma tentativa desesperada de emular o Corinthians, que aprendeu a ganhar títulos a La Once Caldas. E vende a impressão que vale a pena esse jogo lixo e jogar feio é sinônimo de ganhar.
Balela, existe pelo menos 20 tipos de futebol diferente e ao contrário do que todos pensam, pouquíssimos times que jogam feio, ganham. É só vc pensar que no Brasileiro tem 20 times jogando feio e só um vai ganhar, então é só 5% de aproveitamento dos times que jogam feio e levantam canecos.
Aquela coisa mítica do Uruguai que ganhou uma Copa num Maracanã lotado, com 200 mil pessoas... E depois disso faz 70 anos e 16 Copas que o Uruguai não arruma nada, com seu joguinho feio e pragmático...
Temos que voltar pro estilo Telê Santana. Não vai ter outro Telê, mas alguém que pensa semelhante. Porque foi com aquela filosofia que vencemos 3 Libertadores e 3 Mundiais, esse negócio de brincar de Peñarol/Boca Juniors não está no nosso DNA, não é pra gente...
Não ganhamos quase nada, jogando futebol-lixo. Talvez o Brasileiro de 1977, o paulista de 1989, talvez um ou outro título que eu esteja esquecendo.
90% dos nossos títulos ou mais, são jogando futebol ofensivo, pra frente, propondo jogo. Ganhando ou perdendo, temos que jogar o futebol a la São Paulo.
A nossa decadência de gestão, de pensamento, ou mesmo de estética de jogo, você vê quando lembra que o presidente que trouxe Telê Santana para o São Paulo foi Eduardo Mesquita Pimenta, em 1990. No dia que o Telê morreu, o presidente era Marcelo Portugal Gouveia.
É só você vê: presidentes realmente competentes e profissionais, traziam Telê Santana, pra ser técnico por 5 anos.
Hoje, nossa diretoria amadora traz Diego Aguirre. Pra ser técnico por 5 meses...
A diferença é clara...
Descanse em paz, Telê!;;
E Graças a Deus, que você não está vendo o que os medíocres estão fazendo com o clube...
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