Como chegamos nisso? (parte 2)

Como chegamos nisso? (parte 2)

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O que leva alguém a querer ser presidente de um clube de futebol de massa? São pressões infindáveis das várias correntes políticas do clube, orçamentos deficitários, cobrança de gestões profissionais utilizando recursos humanos amadores (leia-se não-remunerados), torcedores extremados e irrazoáveis.
No nosso caso, o início da derrocada do futebol veio com a perpetuação no comando de Juvenal Juvêncio, ao buscar um 3º mandato com um argumento mambembe (direito à reeleição de um eleito por dois estatuto diferentes, se parece confuso é porque realmente é). A falta de novas lideranças no clube chegou ao cúmulo da indicação de um sucessor de fora do grupo (Carlos Miguel Aidar), que estava afastado da política doclube fazia 20 anos, com a condição que esse sucessor mantivesse JJ com o comando do CT de Cotia. Claro que JJ não perduraria muito tempo em Cotia, porque CM Aidar logo percebeu que o dinheiro que poderia ser embolsado vinha realmente de Cotia, daí o interesse de JJ em lá permanecer
Para quem acha que há algum exagero, é só considerar a venda de Lucas. Rendeu uma fábula, ninguém veio em seu lugar, com a justificativa que o dinheiro seria utilizado no abatimento de dívidas, que estranhamente aumentavam ano após ano. Casos como Iago Maidana, causador da queda de Aidar, e de jogadores da base como Oscar que saem de graça e cujos empresários continuam com mesmo trânsito no clube, não passam de variações do mesmo tema. Se esta história parece esquisita e despropositada, é só perceber que isso JÁ aconteceu com nossa nêmesis, o Corinthians, cuja categoria de base não guarda mais relação alguma com o time principal, bem ou mal sucedido seja o time principal (ou a base). Causa espécie que uma geração revele R. Caio e J. Schimdt, que a geração atual revele Araruna e Luiz Araújo e que os expoentes da geração intermediária sejam Auro e Matheus Reis.
Pelo menos, o ciclo se interrompeu. Embora jogadores ainda tenham de ser vendidos para equilibrar as finanças, pelo menos há o atrativo de remuneração legal e periódica (salário), o que se não afasta gente interessada em negócios escusos como CM Aidar e D. Schwartzmann, atrai dirigentes profissionalmente competentes. Não é acaso que Raí tenha finalmente aceitado fazer parte da administração. Há ainda uma indicação clara de que o CT de Cotia não está mais apartado do clube e só serve para negociatas particulares, devendo ser utilizado na formação da equipe, como R. Ceni vem fazendo

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