Análise de Osorio - por Vitor Birner

Análise de Osorio - por Vitor Birner

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Juan Carlos Osorio ‘imita’ gigantes espanhóis e São Paulo ganha do Figueirense

Figueirense 0×2 São Paulo (http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/)

O time de Juan Carlos Osorio foi muito superior tanto na parte tática quanto na técnica.

O colombiano, mesmo após a equipe mandar no clássico de domingo, alterou a proposta coletiva por causa das características do Figueirense.

E o São Paulo controlou o jogo até Luis Eduardo ser expulso em lance onde sequer merecia o amarelo.

Argel, ciente do estilo de futebol são-paulino, queria que o Figueirense marcasse de maneira consistente investisse no contra-ataque.

Não conseguiu nem um nem outro.

O Figueirense cresceu, um pouco, nos minutos finais, quando teve um jogador a mais diante da agremiação que, naquele momento, priorizou com sucesso a manutenção do resultado.

Barcelona e Real Madrid

No time catalão, Neymar, Messi e Suárez são os mais adiantados do 4-3-3. Quando é necessário marcar no campo de defesa, o brasileiro recua e forma a linha de quatro no meio de campo e o esquema passa a ser o o 4-4-2.

O Real Madrid joga de maneira parecida.

Cristiano Ronaldo faz o mesmo que o argentino, mas do lado oposto, e Benzema igual ao uruguaio. Bale é quem, na direita, tem que correr alguns metros para trás quando os merengues precisam compor o quarteto no meio de campo.

Os esquemas táticos similares dos gigantes da Espanha têm distinções por causa das características dos jogadores.

O treinador colombiano fez no São Paulo uma adaptação da proposta coletiva dos times mais midiáticos do planeta.

O sistema ofensivo atuou no 4-3-3 com Auro na direita, Alexandre Pato do outro lado, e Luis Fabiano entre eles no ataque. Ganso jogou muito perto da área e com obrigação de se mexer para a bola passar mais por seus pés.

Os volantes Breno e Wesley avançaram, assim como os laterais Thiago Mendes e Reinaldo.

A ideia foi povoar o campo de ataque, ter opções de passes porque havia muitos jogadores em cerca de 30 metros de campo, e confundir o sistema defensivo com a troca de posições.

Até os zagueiros apoiaram quando não havia ninguém do Figueirense para o contra-ataque.

Nos poucos momentos em que a equipe de Argel conseguiu a transição de bola, Auro recuou para marcar na direita em frente ao Thiago Mendes, e Ganso ou Pato, – o meia mais – teve que atuar na linha dos volantes para formar o quarteto do 4-4-2 no meio de campo.

A proposta de Argel

O Figueirense demorou muito para compreender a proposta de Juan Carlos Osorio fora do padrão óbvio nacional. Atlético MG e Corinthians tiveram dificuldade similar.

A equipe jogou no 4-4-2, porque provavelmente Argel sabia que o São Paulo teria a iniciativa e queria o contra-ataque. Em certos momentos, chegou a ter o trio, com Marcão como centroavante, Cleyton do lado e Rafael Bastos, o meia, mais adiantados.

Durante cerca de 25 minutos manteve o que pretendia.

Ao notar que sua equipe perdia com sobra a disputa no meio de campo, teve que pedir ao Rafael Bastos para recuar.

Já havia tomado o gol.

Planejado por Juan Carlos Osorio

Ganso, aos 14, foi para a região do gramado em que Alexandre Pato atuou, e o atacante se posicionou no lugar do meia, na entrada da área, onde recebeu a assistência e chutou muito forte, rasteiro, no canto.

Houve a troca de posições exigida pelo colombiano.

Além disso, Luis Fabiano levou o zagueiro se mexendo e criou a brecha para a finalização.

Tudo isso é o que o treinador quer deles.

O talento em prol do coletivo.

Superior

Cleyton precisou recuar para fortalecer o sistema de marcação e apenas Marcão, lento, ficou adiantado.

Isso diminuiu muito a possibilidade de o Figueirense ter o contra-ataque.

Além da enorme superioridade tática e técnica, os são-paulinos foram melhores nas jogadas aéreas.

Padrão nacional

Em uma delas, Breno, na área, chutou e a bola tocou no braço de Marcão.

Aqui, de novo, reitero a distorção da regra. O zagueiro não tinha como impedir o que ela batesse na ‘mão’. No futebol, isso não é pênalti.

Mas o critério da comissão que orienta Anderson Daroco diz que isso é infração e ele cumpriu a determinação dos patrões.

Como a única maneira de tornar as condições de jogo iguais em todo torneio é padronizar os critério, não questiono Anderson Daroco e a marcação do neo-pênalti, e sim quem impôs a distorção da regra.

Nem os atletas do Figueirense reclamaram muito.

Rogério Ceni chutou no canto oposto ao que Muralha pulou e fez 2×0.

Chutes

Argel tirou Fabinho para Carlos Alberto tentar melhorar a saída de bola e a criação.

Até o intervalo, o Figueirense não conseguiu nenhum lance de gol.

E continuou assim até o minuto 14, quando Rafael Bastos carregou a bola desde o meio de campo, driblou o Breno e obrigou o goleiro a fazer sua intervenção mais difícil no jogo.

Trocas de jogadores e propostas

Juan Carlos Osorio, ao notar que o time perder força de marcação no meio de campo, colocou Hudson no lugar de Wesley. Quase junto, Argel tirou o lateral Marcos Pedroso e pôs Suelliton.

O colombiano alterou a estratégia em seguida.

Ao invés de pedir marcação na frente, mandou que iniciasse no meio de campo.

Queria o contra-ataque porque o Figueirense iria para cima, e para ter mais velocidade optou por Carlinhos no lugar de Luis Fabiano.

O reserva reforçou a marcação em frente ao Reinaldo e Alexandre Pato passou a jogar como centroavante.

Aos 25, o zagueiro Marquinhos, machucado, saiu e Bruno Alves foi para o gramado.

Breno, cansado, teve que ser trocado e Juan Carlos Osorio optou por Bruno na lateral e Thiago Mendes como volante.

Nem para cartão amarelo

Cinco minutos depois, Luis Eduardo deu o carrinho para bloquear a bola, em frente e não diretamente nela, para tomá-la de Rafael Bastos.

Como o meia tocou por cima do zagueiro e tentou seguir em velocidade, houve o contato da cabeça do defensor com a perna do jogador do Figueirense.

A exclusão do são-paulino foi totalmente errada.

Um pouco melhor

Juan Carlos Osorio não podia mais fazer alterações, por isso pediu para Reinaldo ser zagueiro e Carlinhos lateral depois de ficar com 10 jogadores.

Formou duas linhas de quatro para garantir o resultado.

O Figueirense cresceu por ter um jogador a mais.

Não o suficiente para conseguir grandes oportunidades.

Os cruzamentos foram a principal e ineficaz opção do time.

Ficha do jogo

Figueirense – Alex Muralha; Leandro Silva, Marquinhos (Bruno Alves), Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso (Sueliton); Paulo Roberto, Fabinho (Carlos Alberto), João Vitor e Rafael Bastos; Clayton e Marcão
Técnico: Argel Fucks

São Paulo – Rogério Ceni; Thiago Mendes, Rafael Toloi, Luiz Eduardo e Reinaldo; Breno (Bruno), Wesley (Hudson) e Ganso; Auro, Alexandre Pato e Luis Fabiano (Carlinhos)
Técnico: Juan Carlos Osorio

Árbitro: Anderson Daronco (RS) – Assistentes: Marcelho Barison e José J. Silveira

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