Lições de uma Batalha. Texto longo,

Lições de uma Batalha. Texto longo,

Chop_Suey

No ano de 1993, os comandados de Telê Santana foram duramente criticados pela derrota no primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores da América. O placar de 2x0 anunciava uma eliminação vexatória.
Tínhamos conquistado o mundo no ano anterior, mas a arbitragem tendenciosa de José Aparecido de Oliveira, fizera do São Paulo o terceiro colocado no campeonato Paulista de 93. Não é necessário dizer quem se beneficiou com essa arbitragem.
O fato é que entramos direto nas oitavas de final da Taça Libertadores da América daquele ano, pois o regulamento dava ao campeão do ano anterior o direito de entrar direto nas oitavas. Depois de ter ficado em terceiro no Paulista, e perder o primeiro jogo das oitavas para o Newell''s na Argentina, as críticas vieram à galope. Na época bem menos tendenciosa, e muito grata ao que fizemos pelo futebol nacional desbravando o mundo, a mídia não fez a festa que fazem hoje em dia. Porém não deixou de colocar um ponto de interrogação na cabeça dos jogadores e torcedores.
Raí tinha sido vendido para o PSG, ele ficaria até o fim da Libertadores, mas os críticos já começavam a tratá-lo como desinteressado. A equipe estava envolvida num clima de total desconfiança. Mas Telê mudou tudo. Chamou a responsabilidade e conversou muito com os jogadores. Raí e Zetti, fizeram o mesmo. O grupo se fechou, e entendeu que era necessário dar mais que 100%.
No dia do jogo, sabíamos que teríamos de enfrentar a catimba Argentina e a arbitragem sul-americana. Mas a torcida não se intimidou. Empurrou desde que chegou na porta do estádio. Ninguém levantou uma bandeira pedindo pro Raí ir embora, nem para que o Telê pedisse pra sair ou coisa parecida. Apenas empurramos o time e nos colocamos no campo. Mostramos que não fomos para ver o jogo, e sim, para PARTICIPAR da classificação épica. Precisávamos fazer 3 gols para passar de fase. Mas, sem detalhes para não deixar o testo ainda mais longo... Passeamos em campo! 4x0 com direito a aula de futebol de Telê e Raí!
Eles se jogaram, bateram, fingiram, se jogaram de novo, provocaram, se jogaram de novo e assim continuaram até o fim.
Não teve jeito. Os jogadores sabiam que teriam poucas oportunidades, e teriam de aproveitar todas. Assim o fizeram, e no fim dedicaram a vitória aos protagonistas da arquibancada.
As diferenças de ontem para hoje são muitas, mas algumas coisas foram fundamentais naquela batalha, e serão fundamentais hoje. A fé, a determinação e a atmosfera. Torcida e jogadores precisam acreditar, torcida e jogadores precisam estar obcecados pela vitória, e por fim, torcida e jogadores precisam pensar e agir iguais. VAMOS JOGAR JUNTO!!!

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