Reportagem sobre contrato da Penalty com o SPFC possui graves erros

Reportagem sobre contrato da Penalty com o SPFC possui graves erros

KinnerPouche

Ontem criou-se grande polêmica em torno da reportagem assinada por Rodrigo Capelo na versão online da revista Época Negócios, na qual afirma que o tricolor teria inflado o valor do contrato com a Penalty.

Para chegar aos R$ 35 milhões divulgados, teria computado as 110 mi peças de uniformes pelo preço de R$ 200 cada. Este valor totalizaria R$ 22 milhões, que, somados aos R$ 13 milhões em dinheiro, daria um total de R$ 35 milhões.

O clube emitiu nota oficial, feita por Julio Casares, vice-presidente de comunicação, rechaçando por completo o contido na reportagem.

Como não poderia ser diferente, a repercussão na torcida foi gigantesca, principalmente por conta da manifestação de desprezo do jornalista em relação ao tricoloR.


O repórter afirmou no twitter (@rodrigocapelo) que era apenas uma brincadeira aos amigos são-paulinos. Mas convenhamos; brincadeira, se muito, seria chamar de bambi, ou qualquer zoação do tipo e não uma afirmação sóbria (e patética) sobre o time mais vitorioso do país.

Curioso inclusive notar que Rodrigo Capelo, aparentemente, teria apagado de seu perfil o time para o qual torce, conforme notou o leitor Rodrigo Jordão, após a repercussão de sua reportagem.

Ele cobra transparência do SPFC, mas não faz o mesmo com os próprios leitores. Vai entender…

Sobre o objeto de discussão (reais valores do contrato com a Penalty), o blog, obviamente, não tem como afirmar de modo categórico quem está com a razão, afinal de contas, nunca teve acesso ao contrato.

Mas, ao que parece, a reportagem feita por Rodrigo Capelo tem algumas incongruências:

• Como o SPFC poderia inflar o valor do contrato somando o valor fixo em dinheiro (R$ 13 milhões) com o valor dos uniformes se há outras receitas previstas, tal como R$ 1,5 mi para a formação de um time de futsal e ações de marketing? A conta não fecha.

• Para a conta fazer sentido (22+13) seria preciso contabilizar 110 mil peças de uniforme. Mas na verdade, são 120 mil peças. Ou seja, ao contabilizar cada uma por R$ 200, chegaria-se a um total de R$ 37 milhões (24+13) e não R$ 35 milhões.

• O repórter não foi capaz de dizer o valor total do contrato. Dizer apenas o valor fixo que será pago é insuficiente para afirmar que o tricolor inflou o valor do contrato, afinal de contas, ele não sabe os demais benefícios constantes do mesmo (tanto que sequer os mencionou na matéria). Como se sabe, contratos de fornecimento de material esportivo não incluem apenas valor em dinheiro como em outros tipos de patrocínio.

De qualquer forma, vamos tentar, ao menos por alguns instantes, fazer um esforço para vislumbrar alguma veracidade na reportagem (afinal de contas, este blogueiro não sabe o valor real do contrato).

Muitos clubes, de fato, inflam o valor dos contratos de patrocínio. Foi o caso do Palmeiras, que aumentou de R$ 18 milhões para R$ 25 milhões o valor do contrato com a Kia, incluindo, de forma equivocada, o valor de premiações. Mas a variação, como se nota, é pequena. Não chega a 40%.

Logo, é no mínimo improvável que o São Paulo tenha assinado um contrato de, digamos R$ 20 milhões, e divulgado um valor quase 100% maior.

Outro detalhe interessante consta da matéria do Erich Beting, do Máquina do Esporte. Segundo ele, a prática no mercado, ao divulgar os valores dos contratos, é considerar a média do preço final dos uniformes, algo em torno de R$ 70. Ou seja, as 120 mil peças equivaleriam a R$ 8,4 milhões e não a R$ 22 milhões.

Seria também muito improvável a diretoria triplicar o valor unitário para inflar o contrato. Na melhor das hipóteses, se quisesse de fato inflar o valor real, aumentaria para R$ 100/R$ 110 o valor unitário, para tentar disfarçar.

Alguns leitores do blog comentaram uma matéria do Blog do Paulinho (do qual esse blogueiro não é lá muito fã, mas sabe que o mesmo acompanha de perto questões envolvendo o SCCP), na qual ele afirma que a fonte da reportagem seria ligada à Ivan Marques, dirigente de marketing do Corinthians. Não sei se isso é verdadeiro ou não, mas é no mínimo intrigante.

Por fim, notem que o acusado na matéria (o SPFC) sequer foi procurado para responder. É um erro gritante na prática do jornalismo. Quando se faz uma reportagem com qualquer acusação em relação a uma pessoa física ou jurídica, deve-se questionar o acusado sobre o teor da mesma. Mas não, o jornalista limitou-se a questionar a Penalty, não se dando ao trabalhao de entrar em contato com o SPFC, pelo qual nutre evidente desprezo.

Enfim, seja qual for o valor real do contrato, o fato é que a reportagem peca em muitos aspectos, o que a torna pouco confiável. O modo de proceder do jornalista também converge para isso.



Fonte : Blog do Navarro [Ps: Tem imagens , mais ainda não sei por.>

Gente Vamos atropelar esse Jornalista nas redes sociais.

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