"Não me dirigi a nenhum atleta de forma direta para ofender, mas reconheço que a expressão é inadequada. Essa falha não condiz com os valores que defendo", afirmou o árbitro no documento enviado pela FPF.
O Peso das Acusações: Sabino e Zé Rafael Soltam o Verbo
A retratação ocorre após uma forte pressão vinda dos dois vestiários. No intervalo e após o apito final, líderes das duas equipes foram a público denunciar a postura do juiz.
Sabino (São Paulo): O zagueiro classificou a atitude como "inacreditável" e relatou que Gobi teria mandado o lateral santista "tomar naquele lugar".
Zé Rafael (Santos): O volante reforçou que esta não seria a primeira vez que o árbitro falta com respeito e cobrou punições severas: "Quando a gente xinga o árbitro, a gente é punido. Quero ver o que vai acontecer com ele".
Impacto na Gestão do Jogo e Organização Tática
Episódios de desequilíbrio emocional na arbitragem afetam diretamente a organização tática das equipes, uma vez que o foco dos atletas desvia da estratégia para o confronto verbal. Para Hernán Crespo e Paulo Pezzolano, manter a concentração de seus comandados em meio a esse tipo de polêmica tem sido um desafio adicional na temporada.
O Que Acontece Agora?
Embora tenha pedido desculpas, a situação de João Vitor Gobi ainda é delicada. A Federação Paulista de Futebol deve avaliar se o árbitro passará por um período de "reciclagem" ou se será afastado de jogos decisivos nas próximas rodadas. A cobrança por uma leitura de jogo mais técnica e menos reativa por parte dos juízes é uma pauta crescente entre os clubes paulistas em 2026.
Este pedido de desculpas serve como um paliativo, mas a relação entre o "apito" e os jogadores profissionais segue sob intensa vigilância, especialmente com a proximidade das fases finais do Estadual.
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