No último confronto entre São Paulo e Santos pelo Campeonato Brasileiro, disputado na Vila Belmiro, o Tricolor Paulista demonstrou uma performance abaixo das expectativas. Após uma vitória convincente por 2 a 0 no Paulistão, o time de Hernán Crespo se viu em uma partida marcada pela ineficiência e falta de criatividade, mesmo diante de um adversário em situação crítica.
Apesar de contar com a maioria de seus titulares, o São Paulo teve dificuldades significativas na transição ofensiva, resultando em uma série de lançamentos imprecisos que facilitaram os cortes do adversário. O primeiro tempo foi marcado por uma postura excessivamente respeitosa em relação ao Santos, culminando em um gol sofrido nos instantes finais da etapa inicial, em uma falha da defesa e do goleiro Rafael.
A equipe tricolor não conseguiu capitalizar as oportunidades criadas e, embora a marcação defensiva tenha funcionado razoavelmente, a falta de profundidade e incisividade das jogadas se tornou evidente. O placar no intervalo não refletia o desempenho das duas equipes, mas o São Paulo precisava ter demonstrado um nível superior de jogo.
No segundo tempo, Crespo promoveu alterações que incluíram a entrada de Lucas, Marcos Antônio e Luciano, impulsionando o time para um momento mais ativo na partida. Essa mudança rapidamente resultou no gol de empate, reinjetando uma breve intensidade no jogo. Contudo, a pressão exercida pela equipe foi efêmera, com a composição e a cadência do jogo esmorecendo com o passar dos minutos.
O Tricolor, então, viu suas chances de vitória se dissiparem, com a equipe mostrando sinais de desgaste físico e falta de ritmo. O desempenho coletivo nas últimas etapas da partida foi insuficiente para manter a postura inicial, resultando em um empate que deixa um gosto amargo diante das ambições do clube na tabela do campeonato.
Com este resultado, o São Paulo volta a campo com apenas um ponto na bagagem e a necessidade de reavaliar sua estratégia para os próximos confrontos. A gestão do elenco e a abordagem tática do técnico se tornam questões cruciais para a recuperação em um cenário competitivo cada vez mais desafiador neste Brasileiro.