Paulistão reúne campeões de 2012 e confrontos de reforços badalados

Fonte Gazeta Esportiva
Arte GE.Net
Os quatro grandes clubes do Estado conquistaram títulos no ano passado, mas isso não inibiu três deles na busca por reforços badalados nesta temporada, o que gera também uma expectativa maior em relação ao Campeonato Paulista, apesar da realização simultânea da Copa Libertadores da América. Os confrontos das estrelas nos campos da capital e também do interior se transformaram no chamariz do torneio.
O Corinthians inicia o ano com a contratação mais cara da história nacional: R$ 40 milhões ao Milan por Alexandre Pato. O São Paulo repatriou o pentacampeão Lúcio e vive a expectativa de dar sequência a Paulo Henrique Ganso, depois de adquiri-lo no fim do ano passado. Para repor a saída de seu ex-maestro, o Santos nunca gastou tanto como no acerto com Montillo (R$ 16 milhões ao Cruzeiro). Já o Palmeiras ainda lamenta o rebaixamento no Brasileirão, emperrou em sua guerra política e pouco fez, a não ser o esforço financeiro para segurar Barcos.
Mesmo com a presença do trio de ferro no torneio continental, o discurso é de respeito e interesse ao Paulistão. Sem atuar no futebol nacional desde quando era um adolescente, Alexandre Pato tem sua estreia prevista a partir da terceira rodada e nem pensa na hipótese de ser poupado para a Libertadores, pois quer aproveitar seu retorno ao País.
“Saí daqui com 17 anos e quero conhecer o Brasil. Estou louco para jogar e ser feliz com este elenco, não vejo a hora de viajar para fazer o que mais gosto”, afirmou o atleta, para completar. “Sou novo ainda e quero ganhar o Paulista, a Libertadores e todos os títulos possíveis. Espero dar continuidade ao que vinha fazendo no Milan”. Como se não bastasse, o Alvinegro manteve sua base, com o cobiçado Paulinho e os heróis Emerson Sheik, Cássio e Paolo Guerrero.
A competição estadual reúne os atuais campeões da Libertadores e do Mundial (Corinthians), da Copa do Brasil (Palmeiras), da Copa Sul-americana (São Paulo) e da Recopa (Santos). Além disso, o Peixe chega também com o status de tricampeão paulista e liderado por Neymar, aliviando a perda de Ganso, que pretende ajudar o Tricolor a deixar de ser o grande que há mais tempo não ganha o campeonato (desde 2005).
O camisa 10 são-paulino, de 23 anos, custou aos cofres do Morumbi quase R$ 24 milhões e estreou em novembro de 2012. Como já atuou diante dos tricolores, o armador atrai menos holofotes do que o zagueiro Lúcio, que está de volta ao País depois de 12 anos no exterior e trata o Paulistão com a mesma importância da Libertadores.
“O primeiro jogo do Paulista já está valendo três pontos. Ou seja, tem de ser encarado da mesma forma que o jogo da pré-Libertadores. Claro que é o primeiro da temporada e nosso objetivo é ir crescendo dentro da competição”, avaliou o pentacampeão, incumbido de ajudar a liderança de Rogério Ceni, que adiou a aposentadoria por mais um ano.
Mesmo com a estreia na pré-Libertadores agendada para quarta-feira, o técnico Ney Franco não quer saber de poupar sua equipe e coloca os titulares em campo logo na primeira rodada do Paulistão, diante do Mirassol, neste sábado, no Morumbi, em uma clara preparação para o jogo contra o Bolívar.
A situação contrasta com o Corinthians, que usa formação reserva contra o Paulista, neste domingo, já que os principais atletas voltaram mais tarde das férias. O Santos, por sua vez, não tem a Libertadores neste primeiro semestre e tratou de se reforçar para evitar que Neymar ficasse novamente isolado. Montillo é a grande aposta da equipe, mas tem também o ex-palmeirense Marcos Assunção e o ex-são-paulino Cícero, entre outros. Muricy Ramalho, porém, não se ilude em encontrar um possível desinteresse dos rivais diretos.
“Claro que as pessoas não dão muita importância quando você ganha o Paulista, mas para quem perde é complicado. Os nossos adversários estarão divididos com outras competições, mas fizemos isso nos anos anteriores e deu certo. Jogamos as duas fortes, para ganhar. Por isso, vejo o Santos como um dos candidatos ao título, mas não somos o único favorito”, argumentou.
A incógnita para a temporada é o Palmeiras, que estreia neste domingo, contra o Bragantino, um dia antes das eleições presidenciais, entre Décio Perin e Paulo Nobre, postulantes ao lugar hoje ocupado por Arnaldo Tirone. O rebaixamento à segunda divisão do Brasileiro motivou uma ideia de reformulação na diretoria, mas, enquanto cerca de 20 atletas saíram, apenas dois foram contratados (Fernando Prass e Ayrton), para desespero do técnico Gilson Kleina, que tem como alento só a permanência de Hernán Barcos, depois de muita indefinição.
“Fiz mais reunião do que a ONU com o (gerente de futebol César) Sampaio e os meus superiores”, desabafou o treinador, sem sensibilizar Arnaldo Tirone. “Respeitamos o momento, mas temos que entender: no futebol, é necessário ser ágil. Se não for, pela grandeza do clube, ficaremos em um patamar diferente, e isso não vamos querer”.
Como dirigia a Ponte Preta antes de assumir o Palmeiras, Kleina sabe da possibilidade de surpresas durante a competição – no ano passado, a Macaca eliminou o Corinthians, enquanto o Guarani derrubou o Verdão e chegou ao vice-campeonato. “O Paulista é o mais difícil do Brasil. É tão forte que, quando começam as Séries A e B do Brasileiro, os times são abastecidos principalmente por jogadores daqui”.
Até mesmo quem passou boa parte da carreira na Europa conhece a fama de zebras da competição. “Nunca vi um campeonato regional tão forte. Os quatro grandes ganharam no ano passado e tenho certeza de que o Paulistão vai ferver. Alguns jogadores voltaram, como o Renato Augusto (no Corinthians), que foi meu colega de Seleção de base, assim como o Pato também”, ponderou o volante são-paulino Denilson.

A última conquista de uma equipe diferente dos quatro grandes aconteceu em 2004, quando o São Caetano ainda estava em seu auge para levantar a taça, sob o comando de Muricy. Para tentar repetir o feito, o Azulão tem agora a liderança de Rivaldo, que, depois de ter atuado na Angola, optou pelo time do ABC em vez de jogar pela agremiação em que foi presidente, o Mogi Mirim.
O pentacampeão terá a companhia do atacante Jóbson, que busca mais um recomeço na carreira. Já a principal ausência dentre os participantes é a Portuguesa, que terminou em 17º lugar na edição passada e disputa a Série A2 em 2013.

(*) Colaboraram Rodrigo Martins, Edoardo Ghirotto, Tossiro Neto e William Correa
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