“Não pensei a respeito. Na verdade, não foi algo pensado e copiado. Foi a necessidade, junto com a qualidade dos jogadores, que possibilitou este tipo de formação”, disse Emerson Leão, em conversa com a reportagem do MARCA BRASIL.
Dentro de campo, a aposta do treinador tem surtido efeito. Após cinco rodadas no Campeonato Paulista, o Tricolor lidera a competição, com 13 pontos (quatro vitórias e um empate). Curiosamente, o São Paulo é o dono do melhor ataque do Estadual, com 13 gols, e está à frente do Paulista justamente nos gols marcados: 13, contra 11 do time de Jundiaí. Em relação ao Corinthians, já leva vantagem no saldo de gols: 8 a 5.

“Esse esquema é necessário porque não deixa a defesa tão vulnerável. Temos o Wellington, mais fixo pelo meio, mas essa postura do pessoal que joga na frente povoa melhor e distribui melhor a equipe em campo”, disse o técnico, que fez questão de alertar sobre ‘perigos’ do início de temporada.
“Ainda falta um pouco mais de adaptação, porque estamos no princípio do ano. Eu gosto de dizer que, na verdade, é mais uma adaptação física do que tática. O meio campo fica bem compacto”, analisou.
Nas primeiras rodadas do Paulistão, com Fernandinho entre os titulares, Leão apostou nas beiras do campo. Pela direita, Lucas jogava mais aberto, enquanto que o camisa 12 era responsável pelo lado esquerdo. Porém, contra a Macaca, com Jadson e Maicon entre os titulares, o São Paulo centralizou mais as jogadas.
“Acredito que conseguimos dar uma dinâmica técnica maior. Domingo, eram três atletas muito habilidosos na armação e um fixo na área. Soltei o Lucas pela direita e pedi que o nosso centroavante (Willian José) ficasse mais centralizado”, revelou Leão, que não sabe se mexerá na equipe quando Luis Fabiano, com uma lesão na coxa direita, for liberado pelo Departamento Médico.
“Não estamos pensando lá na frente. Por enquanto, vamos jogando com o que nós temos”, finalizou o treinador. Na próxima quinta-feira, no Morumbi, o Tricolor recebe o Comercial.
