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Na reta final do Brasileiro, o clima de decisão ficou evidente desde o início com a forte marcação das duas equipes. Assim, as primeiras chances, sem sucesso, apareceram em tentativas de fora da área e nas bolas paradas.
Como elemento complicador, o gramado parecia não ajudar os jogadores do São Paulo, que escorregavam demais no piso da Arena da Baixada. Ligeiramente melhor, o Atlético-PR precisou de apenas dez minutos e um vacilo da zaga do Tricolor para abrir o placar. No cruzamento despretensioso de Marcelo Oliveira da esquerda, Nieto fez o corta-luz da entrada da área e Guerrón, na direita, apareceu por trás de Carlinhos Paraíba e Cícero, batendo na saída de Rogério.
O gol balançou o São Paulo, que mal conseguia manter a bola no ataque. As únicas jogadas do Tricolor eram nas bolas lançadas para Fernandinho na esquerda e na correria de Lucas da intermediária para a frente. Muito pouco para um time que precisava vencer. Para piorar, Carlinhos Paraíba sentiu uma contusão e precisou ser substituído por Casemiro aos 26 minutos.
O Atlético-PR mostrou que estava mais próximo de fazer o segundo quando, aos 30 e 35, Rogério fez duas grandes defesas nos chutes de Paulo Baier e Guerrón, respectivamente. No fim da etapa inicial, o São Paulo até ameaçou, mas sem criar uma chance clara de gol.
Depois do intervalo, o ataque do Tricolor continuou inoperante. Irritado, Leão colocou Marlos e Rivaldo, aos 13, e sacou Fernandinho e Casemiro. As alterações fizeram efeito e as oportunidades começaram a aparecer.
Aos 19, Jean recebeu na entrada da área e bateu cruzado, mas Renan Rocha fez boa defesa. Dez minutos depois, Lucas conduziu até a entrada da área e arriscou. Bem posicionado, o goleiro do time da casa espalmou. Na última boa chance, Rivaldo, da entrada da área, bateu colocado, mas Renan defendeu aos 41. Depois disso, o Furacão controlou o jogo e, por pouco, não fez o segundo.