“Nós lamentamos profundamente tudo o que aconteceu. Não tínhamos ideia que a eliminação fosse ocorrer. São situações como essas que exigem uma reflexão maior. Não adianta tomar alguma atitude no primeiro momento porque você pensa com a emoção e não a razão. Nós vamos chegar a São Paulo, nos reunir no Morumbi e decidir que providência iremos tomar. Isso inclui o presente e o futuro do São Paulo, e certamente o nome do treinador está incluído”, afirmou o dirigente.
Leco também ressaltou que o relacionamento entre o meio-campista Rivaldo e o treinador está abalado e não existem condições dos dois trabalharem juntos. O meia fez duras críticas à Carpegiani, que rebateu com a mesma moeda. O mais provável é que o camisa 10 permaneça no Morumbi.
“Seria leviano e falso imaginar as coisas de uma forma diferente (quando questionado se os dois poderiam jogar juntos). Pretendemos analisar tudo. Ainda vamos tomar exato conhecimento da manifestação do treinador. Pelo o que vocês (jornalistas) estão dizendo, o Carpegiani questionou o caráter do Rivaldo. Ouvi o que o Rivaldo falou e não encaro isso como um desrespeito ao treinador. Encaro esse tipo de reação dos atletas de uma forma mais positiva do que negativa. O inconformismo com determinadas situações é melhor do que a acomodação”, completou.
O técnico Tricolor seguiu para o Rio Grande do Sul e não acompanhou o elenco no retorno a São Paulo. No desembarque em Congonhas, a segurança será reforçada para evitar protestos maiores que os ocorridos na última quinta-feira, quando torcedores pixaram os muros do Morumbi.
Na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo enfrenta o Fluminense no dia 22 de maio (domingo), às 18h30, em São Januário.