Clubes do Catar e dos Emirados Árabes demonstraram interesse por Guiñazu

Possível saída do volante seria encarada como parte do processo de oxigenação do grupo

Fonte zerohora
Nem São Paulo, nem Boca Juniors. Se deixar o Beira-Rio, Guiñazu embarcará de volta para o Golfo Pérsico. Antes mesmo do Mundial de Clubes, o Inter recebeu contatos de um clube dos Emirados Árabes e de outro do Catar em busca de informações sobre o volante.
Aos 32 anos e com títulos da Libertadores e da Copa Sul-Americana no currículo, o argentino se encaixaria no perfil de jogadores procurados pelo mercado árabe. As excelentes atuações na Copa Dubai, em 2008, também elevaram a cotação de Guiñazu às margens do Golfo Pérsico. Na ocasião, ele atuou contra Stuttgart e Inter, de Milão, com um furo no joelho devido a uma artroscopia, e foi um dos melhores jogadores do Inter. Também naquele ano noticiou-se o interesse do Boca em repatriá-lo.
A direção espera para esta semana ainda que o interesse dos árabes se transforme em proposta. Como ficou acertado com o volante na renovação do contrato em 2010, somente uma oferta do Exterior o tirará do Beira-Rio. Ninguém no Inter aposta que ela virá de Buenos Aires.
Mesmo interessado em repatriar o volante, o Boca não teria hoje recursos para bancar o salário de Guiñazu, inquilino do primeiro escalão da folha, com vencimentos em torno de R$ 200 mil. O volante Battaglia, por exemplo, um dos símbolos do time nos planos do Inter, recebe R$ 112 mil, um dos maiores salários na Bombonera.
Mesmo com todo o cartaz do volante com a torcida, a direção não hesitará em sentar para conversar sobre sua saída. Ela seria encarada como parte do processo de oxigenação do grupo. A ideia do clube é entregar para Celso Roth um vestiário com três contratações buscadas para entrar direto no time titular. Isso poderá custar a saída de algumas figurinhas carimbadas.
Nos bastidores do vestiário, Guiñazu ainda não teria digerido a perda da braçadeira de capitão. Na retomada do Brasileirão, o argentino ficou de fora de alguns jogos, e Bolívar foi o capitão. Quando Guiñazu voltou ao time, o técnico reuniu os jogadores e efetivou o zagueiro como capitão. Deixar de erguer a taça da Libertadores e ser o capitão no Mundial aborreceu o argentino.
Segundo o vice de futebol Roberto Siegmann, o clube é “criterioso e cauteloso” nas negociações.
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