Diferente do que normalmente faz, o time profissional do São Paulo treinou no CT Laudo Natel, em Cotia, onde ficam alojadas as categorias de base do clube. Toda a diretoria esteve presente, incluindo o presidente Juvenal Juvêncio, que conversou com os jornalistas. E, ao ser questionado sobre o assunto Copa do Mundo, o dirigente tricolor partiu para o ataque. Disse que a Fifa, ao vetar o estádio do Morumbi, deixou a cidade correr o risco de não sediar jogos da competição de 2014.
- Para mim, esse assunto não está morto. Se vocês (jornalistas) analisarem esse caso com frieza, deixando as paixões de lado, onde está avançando a questão da Copa do Mundo em São Paulo? Se escolher Pirituba, como chega lá, como é o transporte no local? Como são os hospitais? Não tem metrô lá. Se o Blatter (Joseph, presidente da Fifa) se lesionar lá, como ele será socorrido? Não é diferente em outros locais. Citemos Itaquera. Para chegar lá, é preciso de um carro do Corpo de Bombeiros. Se você trouxer a ngela Merkel (presidente da Alemanha) para cá, ela não chega lá. E, se tiver que sair, não sai. Isso é um fato – disparou o dirigente.
O ataque continuou forte ao local que abrigará o estádio do Corinthians e que poderá ser a sede paulista para a Copa do Mundo de 2014.
- Vocês sabem que, além da área do estádio, precisa ter duas áreas, uma de 50 mil metros quadrados e outra de 30 mil metros quadrados para atender a Fifa, que quer espaço VIP e outras coisas. Onde vai fazer isso em Itaquera? Não tem como fazer isso. Nesse lugar não tem planta, não tem subsolo, não tem fundação, não tem caderno de encargos da Fifa. Lá não tem nem hotel para dormir. Copa do Mundo não é só gramado. Quero ver os estudos iniciais de sondagem do solo em Itaquera. Não há nada – ressaltou.
Juvenal voltou a dizer no final que não existe Copa do Mundo sem a cidade de São Paulo.
- Em Minas, você só tem um hotel cinco estrelas. Em uma sexta-feira de reunião importante no Congresso Nacional, você não consegue dormir em Brasília. O Rio é ocupado pelo seu turismo e sua beleza natural. Quem pode oferecer tudo é a cidade de São Paulo. Mas em que estádio? A cidade corre risco porque não se equacionou esse problema. Eu não sei o que vai acontecer. Mas é um problema do poder público – concluiu o presidente.
