A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) decidirá nesta segunda-feira se o pleito brasileiro em retomar as quatro vagas para a Libertadores (via Brasileirão) será acatado. Em reunião do comitê executivo da entidade, na cidade paraguaia de Luque, os presidentes das dez confederações sul-americanas votarão a matéria.
Os clubes brasileiros interessados no tema torcem por decisão favorável.Ocenário, no entanto, não é dos mais animadores.
De acordo com Hildo Nejar, representante brasileiro na Conmebol, há um total de seis países que não deverá votar com os brasileiros. Este grupo seria integrado por Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela, que surgem como fortes candidatos a perderem vaga em caso de aprovação da proposta brasileira. Para obter êxito, serão necessários seis votos.
– Pressão de clubes brasileiros não adiantará. O Ricardo Teixeira terá de encontrar a solução dele para contornar esta situação – opinou Hildo Nejar.
Em entrevista exclusiva ao LANCE!, Nicolás Leoz, presidente da Conmebol, já havia sinalizado que a vontade dos filiados seria respeitada. O dirigente lembrou ainda de que o Brasil foi quem mais defendeu a ideia de que o título da Copa Sul-Americana deveria valer vaga automática na Libertadores.
Comesta decisão, o país do time campeão da Libertadores teria uma vaga descontada, ficando o posto extra garantido à confederação que tiver o clube campeão da Copa Sul-Americana.
– De repente, os brasileiros deram enorme dimensão à disputa e ao título da Copa Libertadores da América. A decisão sobre o tema, afirmo, está nas mãos dos presidentes – alfinetou Nicolás Leoz.
BATE-BOLA
Hildo Nejar - Representante brasileiro na Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL)
-1- Como você analisa a decisão de que o país do campeão da Libertadores perca uma vaga?
Isto é uma distorção dos fatos, ninguém perdeu vaga alguma. O que aconteceu foi que a vaga extra passou a ser destinada ao campeão da Copa Sul-Americana. Esta foi uma decisão unânime de todos os países integrantes da Confederação Sul-Americana.
-2- O que você acha que o presidente Ricardo Teixeira tem de fazer para convencer os presidentes das confederações que desejam manter a regra atual?
Sei que ele está trabalhando nos bastidores para que isto aconteça. Ouvi dizer que alguns clubes enviarão representantes à reunião, mas este tipo de pressão não teria eficácia alguma. O Ricardo terá de encontrar a fórmula dele.
-3- Qual a sua opinião pessoal sobre a decisão que será tomada na reunião de hoje do comitê executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol?
Não acredito em modificações. Existe um grupo de seis países que dificilmente mudará seus votos nesta reunião.
-4- Estes países que deverão dificultar o retorno do G4 do Campeonato Brasileiro seriam Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela?
Pode ser que sejam estes. Mais do que isto não falarei.
Representante da Conmebol não crê que Brasil converta G3 em G4 novamente
Brasileiros têm missão complicada para reaver vaga na Libertadores
Fonte Lancenet
18 de Outubro de 2010
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