Paulo César Carpegiani avisou logo no primeiro dia de São Paulo que a boleirada poderia não gostar de alguns aspectos do seu estilo de treinamento. Na tarde de terça-feira, depois de um coletivo dirigido com muitas interrupções, o volante Rodrigo Souto admitiu que o tipo de atividade não é a mais agradável, mas preferiu destacar a importância para a evolução da equipe.
É um treino chato de se fazer, mas de suma importância para acertar o posicionamento. Quando chegar dentro de campo nós vamos fazer sem pensar. É chato sim, mas é importante, disse o volante, confirmado como titular para a partida desta quarta-feira contra o Vitória .
O próprio Carpegiani também voltou a frisar a importância do treinamento aplicado na véspera de sua reestreia pelo São Paulo . Ele (Rodrigo Souto) não mentiu. O treinamento é chato, a boleirada não gosta. Eu faço o jogado vir atrás de mim, mostro como sair da marcação. Mas eu tenho que ganhar tempo, e sinto motivação, interesse deles em querer executar.
Depois de atuar improvisado como lateral-direito ou até mesmo como zagueiro nos últimos jogos com Sérgio Baresi no comando do São Paulo , com Carpegiani Rodrigo Souto voltará ao meio de campo. E o jogador, apesar de aceitar jogar em outros setores, não esconde a preferência pela posição.
É sempre bom atuar na posição que você gosta, que sempre trabalhou. Às vezes não é possível, está muito difícil conseguir escalar a mesma equipe, ter todos à disposição. Temos que estar sempre à disposição para ajudar, na posição de origem ou onde ele precisar, disse o volante.