O banco Bradesco enviou um relatório ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), contradizendo a defesa de Julio Casares, presidente do São Paulo. De acordo com o banco, Casares reconheceu que o São Paulo seria a fonte de depósitos em dinheiro recebidos em sua conta, além de seu salário. A defesa do dirigente alega que esses depósitos foram provenientes de reservas pessoais guardadas por ele ao longo do tempo. Esta versão foi divulgada em uma entrevista recente ao programa Fantástico.
A defesa de Casares enfatiza que nenhum depósito realizado em sua conta possui ligação com o clube e que aguarda o acesso total do processo da investigação, que está sob segredo de Justiça. Os advogados afirmam que, durante o inquérito, conseguirão demonstrar a origem legítima dos recursos.
Os depósitos em questão foram identificados no primeiro dos três períodos de movimentações bancárias analisadas na conta de Casares, que se inicia em janeiro de 2023 e se encerra em março do mesmo ano. Nesse intervalo, o compliance do Bradesco registrou a contabilização de R$ 476,4 mil em dinheiro. Uma inconsistência relevante apresentada ao Coaf refere-se à justificativa fornecida por Casares ao banco, que descreve os “recursos recebidos em espécie do SPFC como bonificações de campeonatos”. O banco considerou essa explicação incompatível com as práticas necessárias de governança corporativa.
Nos documentos analisados, não fica claro se a justificativa de Casares sobre os depósitos abrange todos os valores ou apenas uma parcela. Ao ser questionado sobre os alertas emitidos e a justificativa apresentada, o Bradesco decidiu não comentar o caso. Outro ponto considerado incoerente foi a forma como os depósitos foram fracionados: em 4 de outubro de 2023, dez dias após a vitória do São Paulo na Copa do Brasil, Casares efetuou 12 depósitos em um único dia, totalizando R$ 19,1 mil, sendo que cada um deles era inferior a R$ 2 mil, valor limite que dispensa a identificação do depositante.
Entre os R$ 476 mil registrados, R$ 99,8 mil foram depositados em 62 pequenas transações, realizadas em caixas eletrônicos. A investigação apura R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro vivo nas contas de Casares de janeiro de 2023 a maio de 2025. Além disso, há investigações sobre saques de R$ 11 milhões nas contas do São Paulo durante a gestão de Casares, que se estende de 2021 a 2025, porém, até o momento, não há evidências de que haja uma relação direta entre os saques e os depósitos realizados.
Da presidência para a cadeia
pois e depois de tantos abisurdos provas concretas depois de tanto esse bandido ladrão canalha oportunista vagabundo levar o sentimento de milhões de torcedores saopaulonos a justiça a lei ainda tá esperando o que para colocar esse bandido na cadeia prender porque ladrão tem que ser preso penalizado
Depois de tantos absurdos esse verme ainda não pediu renúncia, se até agora não pediu pra sair é porque ele sabe que ainda tem a possibilidade de continuar no cargo.
Daqui pra sexta vai aparecer muito mais coisas e a parte do conselho que ainda está com ele vai acordar se ele não renunciar a vida dele vai virar um inferno, fora Casares é melhor renunciar logo.
O crime está mais que comprovado. O Bradesco informou que o próprio Casares declarou que o dinheiro veio do São Paulo. Isso fica registrado. Depois, ele mentiu descaradamente para o COAF.
Se algum conselheiro votar contra o impeachment, é porque está envolvido no rolo. Não tem mais o que discutir.