A definição político-administrativa no São Paulo continua a atrair atenção, especialmente após a recente manutenção de Olten Ayres na presidência do Conselho Deliberativo do clube. O ambiente interno ficou agitado após a votação em que 120 conselheiros decidiram pelo não afastamento de Olten, colocando em evidência as tensões entre diferentes grupos políticos que atuam no conselho.
A medida cautelar para afastar Olten por um período de 120 dias, recomendada pela Comissão de Ética, foi rechaçada numa movimentação interpretada como uma derrota para o presidente Harry Massis. Este busca se distanciar de Olten, que é visto como próximo ao ex-presidente Julio Casares, envolto em polêmicas que contemplam a gestão de ingressos e outros possíveis escândalos.
A oposição a Massis, liderada por diferentes grupos do conselho, contribuiu para a continuidade de Olten no cargo. O movimento "Salve o Tricolor Paulista" se posicionou contra o afastamento, justificando que a base legal para tal decisão era insuficiente e passível de contestação. O conselheiro Caio Forjaz afirmou que a votação não representou um apoio à Olten, mas uma análise jurídica do processo em questão.
A estrutura do Conselho Deliberativo, composta por 252 membros, realiza eleições indiretas que podem alterar significativamente o cenário político do clube. A influência de Olten e seus aliados se revela crucial para a definição dos próximos conselheiros vitalícios, reconhecendo um potencial impacto nas próximas eleições presidenciais do clube, marcadas para dezembro.
Harry Massis ainda não confirmou sua candidatura à presidência, mas seu apoio a candidatos como Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa, ligado ao movimento Salve o Tricolor Paulista, sugere um cenário polarizado. Essa disputa eleitoral deve avançar sobre a escolha de novos membros para o Conselho Vitalício, o que será decisivo para a orientação futura do tricolor paulista.
Cabe mencionar que a situação não é completamente resolvida para Olten, pois ele ainda enfrenta um possível processo de expulsão do quadro associativo, que está sendo revisado pela Comissão de Ética e deve retornar à pauta em julho. O clima de rivalidade e as disputas internas podem influenciar a continuidade da reforma estatutária que vem sendo debatida desde a antiga gestão.
As divergências entre Massis e Olten estão enraizadas em questões de gestão e reforma estatutária, o que acirra ainda mais o clima político no clube. A criação de uma comissão reformista por Olten durante discussões já pré-existentes intensificou as tensões, levando a assimetrias em estratégias administrativas e na condução do futebol no São Paulo.