O São Paulo enfrenta uma reestruturação em seu setor defensivo após a saída inesperada do zagueiro Matheus Dória, que rescindiu seu contrato a pedido, alegando receber ameaças de torcedores nas redes sociais. O desenlace foi oficializado na última quinta-feira e marca uma nova fase no planejamento estratégico da equipe.
Dória integrava o elenco desde o início do ano, com vínculo até 2027, e sua partida representa uma segunda baixa significativa na defesa, que já contava com a ausência de Arboleda, afastado por problemas pessoais. O técnico Dorival Júnior agora tem à disposição apenas quatro zagueiros: Sabino, Alan Franco, Rafael Tolói e Osório, este último estreante no time principal.
Com o fechamento da janela de transferências se aproximando em 20 de julho, a diretoria do clube se movimenta para buscar substitutos que possam atender às necessidades imediatas da defesa. A prioridade será a aquisição de jogadores que não envolvam altos custos, explorando alternativas como trocas, empréstimos e atletas em fim de contrato.
A gestão do elenco, que havia iniciado discussões sobre as prioridades para a próxima janela durante a administração anterior de Roger Machado, agora se vê compelida a reavaliar sua estratégia após a rescisão de Dória. Inicialmente, Dorival Júnior não solicitou reforços, mas foi informado da possibilidade de receber novos jogadores caso houvesse saídas.
A situação atual também pode favorecer a promoção de jovens talentos da base, como Isaac e Alisson, que já atuam como titulares da defesa do time sub-20. Essa potencial mudança no elenco pode oferecer novas oportunidades para o treinador experimentar formações e dinâmicas de jogo enquanto o mercado é analisado.
Alan Franco, que voltou de lesão, deve formar dupla defensiva com Sabino na próxima partida do São Paulo. O compromisso será diante do Botafogo, no sábado, às 17h, no Morumbi, e a equipe precisará demonstrar solidez defensiva para superar a pressão e garantir um resultado positivo no Campeonato Brasileiro.