O São Paulo transformou a Copa do Brasil em prioridade absoluta na temporada de 2026. Em meio a uma grave crise financeira e pressionado por resultados, o Tricolor vê a competição como o caminho mais curto para voltar à Libertadores e, ao mesmo tempo, aliviar os cofres do clube com as premiações milionárias oferecidas pelo torneio.
Por isso, o técnico Roger Machado deve mandar força máxima nesta quarta-feira, às 19h, contra o Juventude, no Alfredo Jaconi, pelo jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil.
Na partida de ida, disputada no Morumbis, o São Paulo venceu apenas por 1 a 0 e chega para o confronto decisivo com vantagem mínima. Mesmo assim, internamente o clube trata o duelo como uma verdadeira final.
A prioridade dada à Copa do Brasil ficou ainda mais clara na última semana, quando Roger Machado decidiu poupar vários titulares no confronto contra o O’Higgins, pela Sul-Americana. A comissão técnica preferiu preservar fisicamente os principais jogadores justamente pensando na sequência decisiva da temporada.
Além da vaga na Libertadores, o peso financeiro da competição virou fator determinante nos bastidores do clube. Apenas pela participação na quinta fase, o São Paulo já garantiu R$ 2 milhões. Caso avance, receberá mais R$ 3 milhões. O campeão do torneio embolsa cerca de R$ 78 milhões.
Harry Massis admite crise financeira
A situação econômica do São Paulo ficou ainda mais evidente após o vazamento de um áudio do presidente Harry Massis, divulgado nos últimos dias.
Na gravação, o dirigente admite que o clube não possui dinheiro para demitir Roger Machado e pagar novas multas rescisórias. Harry citou os custos envolvendo antigos treinadores como Hernán Crespo, Luis Zubeldía e Dorival Júnior.
“Não tem dinheiro”, afirmou o presidente no áudio vazado, ao responder cobranças de torcedores sobre possíveis mudanças no comando técnico.
Segundo dados obtidos pelo ge, o São Paulo ainda possui cerca de R$ 10 milhões pendentes relacionados a acordos envolvendo ex-treinadores.
O balanço financeiro mais recente também expôs o tamanho do problema. O clube encerrou 2025 com dívida de R$ 858 milhões, apesar de ter conseguido reduzir o valor em comparação aos R$ 968 milhões registrados anteriormente.
Além disso, o Tricolor ainda possui mais de R$ 80 milhões em acordos trabalhistas e processos cíveis ligados a cerca de 40 credores, entre ex-jogadores, empresários, empresas e escritórios de advocacia.
Mesmo com a redução do déficit financeiro no último ano, internamente o São Paulo entende que a Copa do Brasil pode representar uma espécie de “salvação” esportiva e econômica para a sequência da temporada.
Por isso, a pressão pela classificação diante do Juventude aumentou consideravelmente nos bastidores do clube.
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conversa pra tolo dormi pq o próprio presidente mesmo falo se gasta não vai ter dinheiro pra eles roubar