Mudanças no estatuto? São Paulo discute reforma para asfixiar presidencialismo e abrir caminho para SAF

A comissão de reforma do São Paulo discute mudanças drásticas no estatuto, incluindo maior fiscalização sobre o presidente, governança profissional e o futuro da SAF.

O São Paulo está no centro de uma discussão que pode mudar definitivamente a estrutura de poder no Morumbi. Uma comissão formada por seis membros — incluindo nomes de peso como Rogério Caboclo e Eduardo Alfano — trabalha em uma reforma estatutária que promete ser uma "virada de página" na história do clube. O foco central não é apenas a gestão, mas sim a governança: o grupo quer criar mecanismos que coloquem o presidente sob vigilância constante.
Nos bastidores, a proposta mais ousada é a reformulação total do Conselho de Administração. A ideia é que o presidente e o vice-presidente não tenham mais assento ou voz nesse órgão. Em vez disso, o conselho seria composto majoritariamente por membros independentes e remunerados, contratados via empresas especializadas em gestão. Esse novo grupo teria o poder de aprovar orçamentos, exigir balancetes trimestrais e, em casos extremos, até destituir figuras importantes da diretoria executiva.
O tema da SAF (ou "sociedade empresária", como prefere a comissão) também está na pauta, mas com cautela. O grupo não pretende definir um modelo agora, mas desafia as atuais "amarras" estatutárias. Hoje, o quórum para aprovar a transformação em empresa é considerado alto demais, e a proposta visa flexibilizar essas regras para permitir que o debate avance já em 2027. O objetivo é evitar que um pequeno grupo de conselheiros trave qualquer negociação futura com fundos ou investidores.
Eduardo Alfano, que preside a comissão, confirma que o estatuto atual é excessivamente presidencialista e que isso gera ineficiência. Com a nova regra, o compliance e a ouvidoria deixariam de responder ao presidente para se subordinarem ao Conselho de Administração. Se aprovado pelo Conselho Deliberativo e pela Assembleia Geral, o novo regramento entra em vigor em janeiro de 2027. O impasse político é esperado, mas a comissão acredita que a transparência financeira será o principal trunfo para convencer os sócios de que o futuro do clube exige mais fiscalização e menos poder concentrado.
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